Casamento coletivo ajuda Amapá a ressocializar presos
Cerimônia vai selar união de 26 detentos nesta sexta-feira (10), com a presença de autoridades
Cidades|Do R7

A cada quatro egressos do sistema prisional, um volta a ser condenado por algum crime no prazo de cinco anos. É o que apontou pesquisa realizada em 2015 pelo Ipea (Pesquisa Econômica Aplicada) a pedido do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Para evitar que mais presos engrossem essa triste estatística, a administração do IAPEN (Instituto de Administração Penitenciária do Amapá), na capital Macapá, autorizou a celebração do casamento evangélico de 26 encarcerados nas dependências do presídio, nesta sexta-feira (10). Eles participaram de um curso matrimonial anteriormente.
“Temos a absoluta certeza de que um bom casamento e o apoio familiar ajudam na recuperação e ressocialização de um reeducando. A pessoa se sente mais confiante e quer se tornar útil à sociedade”, explicou o pastor Sebastião Alves Souza, organizador do evento.
Gastão Callandrini, secretário de Justiça e Segurança do Amapá, comparecerá ao evento, bem como o prefeito de Macapá, Clécio Luis Vilhena Vieira; a juíza titular da Vara de Execução Penal, Lívia Simone Oliveira; a juíza da Vara da Infância e Juventude, magistrados, deputados, entre outras autoridades.
O diretor do presídio, Jefferson Dias, exemplifica a importância do matrimônio para os detentos ao lembrar do caso de um preso que participou de uma cerimônia em 2013, e hoje é um dos internos que ajudam na ressocialização dentro do presídio, enquanto ainda cumpre a pena.
“Esse trabalho realmente ajuda na reinserção social, e faz com que o detento tenha o desejo de se tornar novamente um homem de bem, e ter uma vida digna na sociedade. Após o curso e o casamento, nós notamos mudança no modo de pensar e agir de cada um deles”.
Atualmente, o Amapá tem mais de 2.600 presos para 1.646 vagas — uma superlotação na marca de 63,3%.
Experimente: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play















