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Caso Isabele: Justiça aceita denúncia e pais da suspeita viram réus

Pais foram denunciados por quatro crimes, entre eles entrega de arma de fogo a pessoa menor, o que causou a morte de Isabele Guimarães, de 14 anos

Cidades|Do R7

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Polícia acredita que menor atirou na adolescente com objetivo de matar
Polícia acredita que menor atirou na adolescente com objetivo de matar

Os pais da menor investigada pela morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, se tornaram réus nesta terça-feira (17), depois que a Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia contra o casal, pelos crimes de homicídio culposo, posse ilegal de arma de fogo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.

Leia mais: Caso Isabele: menina atirou em amiga para matar, diz polícia


A juíza Maria Rosi de Meira Borba, da Oitava Vara Criminal de Cuiabá, determinou também a citação dos acusados, que terão o prazo de 10 dias para responderam à acusação.

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A adolescente Isabele Ramos morreu vítima de um disparo de arma de fogo no dia 12 de julho, por volta das 22h, na residência do casal denunciado. O disparo foi realizado por uma menor de idade, filha do casal denunciado. Segundo a polícia, as duas jovens e outros dois adolescentes estavam na casa da menina que efetou o disparo, junto com os pais dela. Foram encontradas sete armas no local.


Investigação

A polícia de Cuiabá terminou as investigações sobre a morte da adolescente e concluiu que o tiro que matou a vítima não foi acidental e que a atiradora, uma amiga da adolescente, teve a intenção de matar.

A perícia foi fundamental para esclarecer o que aconteceu na noite do crime. O delegado responsável pelo caso aponta diversas contradições no depoimento da suspeita. De acordo com os investigadores, a menina teria carregado a arma, apontado para o rosto da vítima a uma distância entre 20 e 30 centímetros, e atirado.

“A adolescente, que é praticante de tiro esportivo, afirmou que, ao guardar as armas, uma delas teria caído e disparado. Segundo laudo, o estojo na verdade, estava em cima da cama e a menor teria ido com a arma carregada até a amiga” afirma Wagner Bassi, delegado da DEA (Delegacia Especializada do Adolescente).

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