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Conselho sugere escolta da PF para jornalista ameaçado

Ideia é reduzir impunidade de crimes contra profissionais e garantir exercício da atividade

Cidades|Do R7

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O CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), órgão do governo integrado por representantes da sociedade civil, recomendou nesta terça-feira (11), a criação de um programa de escolta da Polícia Federal para jornalistas ameaçados, um observatório das violações na área — para o qual se tem apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) — e uma campanha para classificar como abuso de autoridade a apreensão de equipamentos dos repórteres por agentes de segurança, como explica a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.

— Nenhum equipamento de um comunicador pode ser apreendido, seja em manifestação ou não. Que se dê um ponto final nessa questão.

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Ela preside o CDDPH e disse que o monitoramento das ameaças e a ampliação do Sistema Nacional de Proteção a Vítimas e Testemunhas para jornalistas são medidas que podem reduzir a impunidade de crimes contra profissionais do setor e garantir o exercício da atividade. Maria do Rosário aproveitou para defender a federalização das investigações de crimes de direitos humanos, que segundo ela, abrange os assassinatos contra jornalistas. A questão está sendo discutida no âmbito do Ministério da Justiça.

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As propostas do CDDPH foram elaboradas por um grupo de trabalho instalado em maio de 2012, um mês depois do assassinato do repórter e blogueiro Décio de Sá, do jornal Estado do Maranhão. O relatório do Grupo de Trabalho Direitos Humanos dos Profissionais de Comunicação no Brasil destaca, de 2009 para cá, 321 agressões contra jornalistas por exercício profissional, incluindo 18 mortes. O fenômeno é nacional, destaca o documento.

Programa de proteção

Tarcísio Dal Maso Jardim, do CDDPH, que coordenou o grupo de trabalho, explicou que a proposta de proteção de jornalistas busca garantir que o profissional permaneça na sua área de trabalho, exercendo sua atividade. Atualmente, observa, o governo mantém três programas de proteção — um para vítimas e testemunhas, outro para crianças e adolescentes que sofrem violências e um terceiro para defensores de direitos humanos.

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