Contra machismo, websérie sugere "finais alternativos" para cenas do cotidiano
Episódios buscam conscientizar as mulheres sobre comportamento padrão, diz diretora
Cidades|Caroline Apple, do R7

Uma cena comum em relacionamentos, mas com dois finais diferentes. O primeiro reflete um comportamento padrão da mulher, aquele esperado pela sociedade e que se caracterizou como comum. O segundo, uma alternativa na qual a mulher busca satisfazer suas necessidades pessoais e não só a do parceiro.
No episódio Comer, por exemplo, o casal resolve pedir comida por telefone. Ele logo pede um lanche nada light com refrigerante. Ela pensa e, aparentemente, desiste de pedir a mesma coisa e pede uma salada. No final alternativo, ela pede à atendente o que tem vontade de comer. Os demais capítulos seguem a mesma lógica, trazendo à tona o empoderamento da mulher diante de suas escolhas.
A diretora, Juliana Yurk, explica que a série Mulher Padrão Para de Me Fud# não tem a intenção de criar novos padrões comportamentais com as "sugestões" propostas nos finais alternativos, e sim mostrar uma opção a mais que a mulher pode tomar, além daquela esperada pela sociedade.
— Quem vive o machismo muitas vezes não pensa como age. Elas tomam atitudes por tendência social e não se questionam. Isso só se altera com o questionamento. As mulheres estão tendo mais consciência do que é ou não machismo. O crescimento do movimento feminista faz com que a mulher mude seu comportamento diante do homem com quem ela se relaciona.
Juliana deixa claro que não quer que a mulher se sinta cobrada a deixar de fazer o que ela quer. A ideia, segundo a diretora, é conscientizar as mulheres que seus finais podem ser diferentes.
— A mulher padrão nos boicota e não me deixa viver as situações de forma diferente do que as que têm sido aceitáveis.
São 11 episódios disponíveis com esquetes de até um minuto, disponíveis no Youtube.
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