Corpo de mulher que fez aplicação com falsa biomédica será exumado em GO
Primeiro laudo da morte foi inconclusivo e delegada pediu novo exame
Cidades|Do R7, com Rede Record

A Justiça autorizou a exumação do corpo da ajudante de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, morta no dia 25 de outubro após realizar procedimento estético para aumentar os glúteos, em Goiânia (GO). O primeiro exame sobre a causa da morte deu como inconclusivo, por isso a delegada Myrian Vidal pediu para que um novo exame fosse feito. A exumação ainda não tem data para acontecer.
O primeiro laudo deu como causas prováveis para o óbito: embolia gordurosa (encontro de gordura nos pequenos vasos), pneumonia e pneumonite (inflamação dos pulmões).
Mas o documento destacou: “No momento, não há elementos para conclusão sobre a causa do óbito. Aguardando, então, resultado de exames”. Entre os solicitados pelos legistas, estão o anatomopatológico, a alcoolemia e o toxicológico.
Dos quatro quesitos apresentados no laudo, somente um deles foi respondido: se houve morte. Os demais (“Qual a causa da morte?”; “Qual o instrumento ou meio que produziu a morte?” e “Se foi produzida com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel?”) receberam como resposta a frase “aguardando exames”.
Maria fez uma aplicação para aumentar o glúteo com Raquel Policena, que não tinha autorização para tal procedimento. Raquel chegou a ser presa, mas foi liberada alguns dias depois. Ela teria feito aplicações em ao menos 38 mulheres. A delegada disse acreditar que as provas são suficientes para indicar um homicídio em relação a ajudante que morreu, mas terá que aguardar o resultado da exumação.
Após morte de mulher, médicos alertam sobre preenchimento estético com hidrogel
Polícia descobre mulher que teria ensinado suspeita a aplicar hidrogel















