Defensoria contesta fechamento de maternidades em Curitiba
Unidades deixaram de atender gestantes, que passaram a ter que realizar acompanhamentos e partos em hospitais que atendem pacientes da covid-19
Cidades|Do R7

A Defensoria Pública de Curitiba entrou com uma ação contra a Prefeitura de Curitiba por conta do anúncio do fechamento de dois hospitais municipais que faziam o atendimento exclusivamente de gestantes na cidade.
Segundo a ação, as maternidades Victor Ferreira do Amaral e Centro Comunitário Bairro Novo, consideradas referência no atendimento de gestantes de alto risco e parto humanizado na cidade, vão encerrar o atendimento a gestantes para passar a atender pacientes de doenças crônicas.
Com o fim do serviço, as gestantes precisam procurar atendimento em outros hospitais da região, muitos superlotados em razão da pandemia da covid-19.
"As mulheres, antes atendidas exclusivamente nas maternidades, hoje precisam dividir espaço com pacientes com suspeita de coronavírus e outras doenças, o que, além de gerar superlotação, expõe as grávidas, os bebês, seus acompanhantes e, também, os já sobrecarregados profissionais da saúdes, à Covid-19", afirmou uma nota divulgada pela Defensoria Pública do Paraná.
O órgão diz ainda, que a ação foi proposta após receberem uma série de denúncias de gestantes e profissionais de saúde sobre a situação.
"A decisão da prefeitura vai de encontro a recomendações de organismos internacionais, que recomenda que as mulheres, durante a pandemia, sejam atendidas preferencialmente em maternidades e casas de parto, e não em hospitais gerais que estejam recebendo os doentes de coronavírus", diz ainda a nota.
Doentes Crônicos
A ação sugere ainda que a Prefeitura mantenha o funcionamento destes dois hospitais unicamente como maternidades e que providencie outras medidas para o atendimento dos pacientes crônicos.
"Uma opção é realocar pacientes crônicos para hospitais de campanha ou então direcionar os infectados pelo coronavírus a esses hospitais, o que já passa a ser feito em outras cidades, tais como São Paulo, Santos, Salvador, Manaus, Recife, Ouro Preto e Parnamirim".
Outro lado
O R7 procurou a Prefeitura de Curitiba para repercutir a ação da Defensoria Pública, mas até a publicação desta reportagem, não recebeu resposta, que, caso enviada, será publicada neste espaço.
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