Defesa da mãe diz que Rafael já estava morto quando foi asfixiado

Mãe disse à polícia que filho morreu depois que ela deu superdose de calmantes. Caso pode ser transferido para uma delegacia de Porto Alegre

Alexandra e o filho Rafael

Alexandra e o filho Rafael

Reprodução

Os advogados da mãe do menino Rafael Mateus Vilques, de 11 anos, disseram nesta quarta-feira (27) que o menino foi estrangulado quando já estava morto, durante o transporte do corpo para um local a duas quadras da casa da família. O caso aconteceu na cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul.

Caso Rafael: veja contradições e mistério na morte de menino

"O estrangulamento aconteceu ao transportar o corpo", afirmou o advogado Jean Severo. A mãe de Rafael, Alexandra Dougokenski, disse à polícia que o menino morreu por uma dose excessiva de calmantes.

O delegado Joeberth Nunes disse que a perícia do Instituto Médico Legal apontou que o menino foi morto por asfixia.

Ela, que está presa preventivamente, apresentou versões contraditórias e a Polícia Civil quer saber qual a motivação para o assassinato do filho. O crime que, até então, era considerado um homicídio culposo (quando não há intenção de matar) passa a ser um homicídio doloso qualificado após o laudo apontar que a criança foi morta por asfixia

Rafael teria desaparecido no dia 15 de maio na pequena cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul, onde morava com a mãe e o irmão. O município tem cerca de 10 mil habitantes. O fato foi comunicado pela mãe ao Conselho Tutelar. Alexandra disse que, quando acordou pela manhã, não encontrou o menino no quarto. A polícia só soube do desaparecimento no dia seguinte. 

Considerada uma criança tranquila e querida no bairro, o sumiço de Rafael movimentou a vizinhança. A mãe chegou até a falar com a Record TV para pedir ajuda na localização do filho. Tudo não passava de uma encenação, porque, dias depois, ela confessou o crime à polícia.

O caso ganhou tanta repercussão que pode ser transferido para uma delegacia de Porto Alegre.

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