Depois de escapar de presídio, fugitivo exibe feito nas redes sociais
Grupo usou buraco para acessar pátio onde arrombaram o portão; três foram recapturados
Cidades|Do R7
Não satisfeito em escapar com outros oito presos do Presídio Regional de Passo Fundo (RS), na tarde do último sábado (26), um dos fugitivos ainda publicou seu êxito nas redes sociais. "Quem acho q eu ia te q fica mais 5 ano preso fiquem sabendo que eu fugi hj do presidio regional de passo fundo (sic)", escreveu em seu perfil do Facebook Eduardo Sitta. A postagem foi feita momentos depois que o preso e seus comparsas ganharam as ruas após utilizarem um buraco no muro cavado embaixo da guarita para acessar a parte externa.
Sitta é considerado um preso de alta periculosidade, assim como os outros dez que planejaram a fuga no fim do horário de visitas. Enquanto a guarda da penitenciária estava de olho na movimentação dos visitantes, o bando deu procedimento ao seu plano.
Eles utilizaram um buraco cavado previamente para acessar o pátio para detentos do regime semiaberto, que fica ao lado do presídio. Lá, arrombaram um portão e chegaram à rua. Dois foram surpreendidos ainda dentro do presídio.
Do lado de fora, três fugitivos foram recapturados. Assim como Sitta, Suzimar da Rosa, Leonardo Roberto Peres, Edson Trancoso de Britto, Eduardo de Abreu Nunes e Gabriel Teixeira de Araújo ainda não foram encontrados.
A Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), que administra o Presídio Regional de Passo Fundo, não informou as penas e os crimes pelos quais os presos estão condenados. As buscas continuam na região.
Depois da repercussão que sua publicação tomou, Sitta deletou seu perfil do Facebook. Entretanto, antes disso dava para ver que eram frequentes as publicações do preso, com fotos e legendas dando a entender que eram feitas de dentro da cela.
O completo abandono do sistema penitenciário é um antigo conhecido dos brasileiros. Diversos casos que ganharam repercussão na imprensa em 2015 ilustram esta precariedade, que mantém milhares de pessoas alheias aos Direitos Humanos e alimenta o ciclo d...
O completo abandono do sistema penitenciário é um antigo conhecido dos brasileiros. Diversos casos que ganharam repercussão na imprensa em 2015 ilustram esta precariedade, que mantém milhares de pessoas alheias aos Direitos Humanos e alimenta o ciclo de violência que é marca da nossa sociedade. Facções criminosas milionárias, festas, uso indiscriminado de celulares dentro dos presídios, além da brutalidade entre os detentos, que resultaram até mesmo em casos de canibalismos, estão entre os fatos noticiados neste ano. Relembre nas imagens a seguir
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