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Destruição do machismo cultural é o caminho para o fim do feminicídio, afirma especialista

Segundo o Anuário de Segurança Pública, os feminicídios tiveram um aumento de 4% em 2025, em relação ao ano anterior

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2025, quatro mulheres brasileiras foram vítimas de feminicídio a cada dia, totalizando 1.571 mortes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
  • Azor Lopes, presidente do IBSP, destaca a importância de destruir a cultura do machismo e elogia a Lei do Stalking de 2021.
  • Apesar dos avanços, a proteção às mulheres ainda é insuficiente, especialmente em cidades pequenas, onde faltam delegados e delegacias.
  • Casos como o de uma mulher que foi absolvida após esfaquear o marido mostram a falta de apoio e segurança para mulheres em situação de violência doméstica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A cada dia de 2025, quatro mulheres brasileiras eram vítimas de feminicídio. Ao todo, 1.571 mortes foram registradas ao longo do ano passado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado nesta quinta-feira (23). Azor Lopes, o presidente do IBSP (Instituto Brasileiro de Segurança Pública), afirma que, para reverter o cenário, “pensar na destruição completa da cultura do machismo é o caminho”.

Um desafio cultural que remonta a gerações passadas e necessita da adaptação aos tempos atuais. Lopes elogia a Lei do Stalking de 2021, por exemplo, que passou a proteger as mulheres tanto no mundo real quanto no virtual. “Não nos faltam aparelhos no sentido do direito para fazer com que se diminuam esses indicadores de violência doméstica, especialmente contra mulheres”.


Para Lopes, pequenos municípios carecem de redes de apoio sociais, psicológicas e financeiras Reprodução/Record News

Mesmo assim, casos de feminicídio continuam a ocorrer. Para o presidente do instituto, o país ainda não faz o suficiente para proteger as mulheres, especialmente nas cidades pequenas: “A gente fala que faltam delegados e delegacias [...] sempre nos grandes centros, São Paulo e Rio de Janeiro. [...] Mas o Brasil não se compõe só dessas grandes cidades. [...] Nesses municípios menores de 50 mil habitantes, falta tudo”.

Sem redes de apoio sociais, psicológicas e financeiras, as vidas das mulheres que sofrem da violência doméstica tornam-se ainda mais perigosas. “Por que nós não temos um local de acolhimento e de guarida para a mulher e os filhos?”, questionou Lopes, que também atua como advogado criminalista e contou no Conexão Record News um caso emblemático que presenciou.


Quando precisou defender uma mulher acusada de assassinar o próprio marido abusivo, o advogado notou como nem todas as mulheres têm acesso à segurança que deviam ter por direito: “Ela foi à delegacia de uma cidade do interior do estado de São Paulo com 500 mil habitantes por 40 ocasiões. [...] Como o Estado não a protegeu na sua integridade, ela [...] perdeu a cabeça e o esfaqueou. Ela acabou sendo absolvida exatamente no dia 8 de março”.

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