Diário Digital Família faz vaquinha para sepultar bebê que morreu após ser espancado pela mãe e o padrasto

Família faz vaquinha para sepultar bebê que morreu após ser espancado pela mãe e o padrasto

Ao todo, a despesa será no valor de R$ 2.500 e até o momento, eles possuem apenas R$ 98,35

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A família do bebê de 2 anos que morreu nesta segunda-feira (12) após ser espancado pela mãe e pelo padrasto está realizando uma vaquinha solidária para o sepultamento do pequeno. A criança estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Capital.

Em conversa com a reportagem do Diário Digital, a amiga da avó do bebê, Edileuza Luiz, explicou que está acompanhando o caso desde o primeiro dia e infelizmente a familia não possui condições de custear o velório. "Por esse motivo, foi criado uma vaquinha para que as pessoas possam ajudar e qualquer valor será bem-vindo".

Ao todo, a despesa será de R$ 2.500 e até o momento, eles possuem apenas R$ 98,35. Desta forma, quem quiser ajudar a família do pequeno basta realizar um pix de qualquer valor para chave – 67 9322-0600, no nome de Edileuza Luiz, no banco Pan.

Relembre o caso – No dia 23 de janeiro, a criança deu entrada em estado gravíssimo na Santa Casa, após ser espancado pela mãe e pelo padrasto em uma residência no bairro Jardim Colibri. A mãe de 19 anos levou o pequeno para unidade hospitalar e informou que ele havia caído de um degrau enquanto brincava com a irmã de 4 anos.

Diante disso, a Polícia Militar foi acionada para comparecer no hospital, onde o caso seguiu sendo investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). Com isso, a equipe policial iniciou uma investigação e concluiu que a mãe e o padrasto foram os autores das agressões contra a criança.

A jovem e o homem identificado apenas como "Kadu" foram presos temporariamente na manhã no dia 1° de fevereiro e devem responder por tentativa de homicídio. Porém, agora com a morte do bebê, o crime deve mudar para homicídio.

Durante a coletiva de imprensa, a delegada responsável pelo caso, Nelly Macedo, afirmou que a maior dificuldade foi estabelecer a dinâmica sobre o que aconteceu com a criança, pois, havia muitas inconsistências do que foi notificado para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no dia dos fatos.

"Foi informado que a criança teria caído em uma via pública e as diligências no local não deixava o fato concluído. Mas, havia o relato da mãe do bebê no hospital relatando que o pequeno teria caído da escada da residência, de onde estavam morando. Porém, as lesões na criança eram mais graves como - trauma no pulmão, fígado, crânio e líquido no abdômen e isso fez a equipe policial suspeitar de tentativa de homicídio", explicou Macedo.

Segundo a delegada, o casal era moradores de rua e nas imagens de câmera de segurança foi possível analisar que no dia dos fatos, os dois correm com a criança no colo e acionaram o SAMU em uma rua próxima à residência que ocorreu os espancamentos. "Sendo assim, foi possível constatar que a criança foi espancada dentro da casa e os dois estavam no local. No entanto, apresentaram três versões desconstruídas pela polícia".

Indagada sobre o fato dos jovens terem fugido da Capital, Nelly salientou que eles não queriam se responsabilizar pelo crime. "Só apareceram quando a foto do padrasto começou a ser divulgada. Inclusive, durante todo o momento, ela tentou proteger o 'Kadu', mas as câmeras de seguranças comprovam que os dois estavam juntos no momento das agressões".

Para a conclusão do inquérito, foram ouvidas mais de 10 pessoas, incluindo o pai biológico do pequeno que segue internado e da filha mais velha da jovem, de apenas 4 anos. A menina está em um abrigo pela decisão do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

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