“Matador do PCC” é condenado a 20 anos

Adriano Hilário dos Santos, apontado como um dos líderes da cúpula nacional do PCC (Primeiro Comando do da Capital) foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão e 20 dias de multa por mandar matar José Carlos Louveira Figueiredo, 41 anos, conhecido como "Coroa", em 2017. Preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), […] O post “Matador do PCC” é condenado a 20 anos apareceu primeiro em Diário Digital.

Adriano Hilário dos Santos, apontado como um dos líderes da cúpula nacional do PCC (Primeiro Comando do da Capital) foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão e 20 dias de multa por mandar matar José Carlos Louveira Figueiredo, 41 anos, conhecido como "Coroa", em 2017. Preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), ele foi julgado em Tribunal do Júri, nesta quarta-feira 910), em Campo Grande.

O interno acompanhou o julgamento por videoconferência. Durante o julgamento, o réu negou o crime e alegou ainda que não conhecia a vítima e nem os demais envolvidos. A vítima, José Carlos, tinha 41 anos e foi decapitada. Seu corpo foi encontrado na cachoeira do Céuzinho. Os executores seriam membros da facção criminosa. Antes de ser executado, José Carlos teria sido julgado pelo "tribunal" do PCC.

Adriano foi condenado pelo homicídio e ocultação de cadáver, sendo absolvido por integrar organização criminosa, que responde por esse crime em outro processo.

Adriano alega que em 2018 comprou um telefone na rua 25 de março, rua de comércio popular de São Paulo, e logo em seguida foi preso pela polícia acusado de crimes que, segundo ele, não cometeu. Adriano relatou que celular era de outra pessoa e que todas conversas gravadas neles não eram dele. Alega ainda que pelo fato de ter comprando nessa região de comércio popular, o número pode ter sido clonado.


Relembro o caso


José e mais dois filhos que na época eram adolescentes foram internados em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. O local teria sido invadido por homens do PCC que raptaram o pai e um dos filhos. O adolescente de 16 anos contou à polícia que ele e o pai foram levados para várias casas na Capital em diferentes endereços. A todo momento eles eram agredidos e ameaçados de morte.

A tortura durou uma semana e a todo momento havia pessoas vigiando o local. José acabou executado por ter sido "condenado pelo tribunal do PCC" e o filho liberado porque foi "inocentado pela facção". Na época três suspeitos foram presos pelo crime.

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