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Polícia investiga se houve erro médico em morte de mulher na UPA em Campo Grande

Após a conclusão do laudo, se ficar comprovado que foi erro médico, o profissional deve responder por homicídio culposo

Diário Digital|Do R7

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Diário Digital Foto: Luciano Muta

A equipe da Delegacia de Polícia Civil investiga a causa da morte da paciente, Marcelly Marcia Franca Almeida, de 33 anos, que veio a óbito na terça-feira (23) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Coronel Antonino, em Campo Grande.

Segundo a família da vítima, a assistente social foi diagnosticada no último domingo (21) com dengue e na terça-feira (23) procurou atendimento médico, porém, esperou mais de 2 horas para ser atendida com queixas de diarreia, vômito, dores no peito e estava também com dificuldades de respirar.


Com a pressão arterial 7 por 4 – que é considerada baixa e sem medicamentos, ela morreu no local. O relatório médico informou que a paciente evoluiu para uma parada cardiorrespiratória. Foi feito a tentativa de reanimação, mas, Marcelly acabou vindo a óbito às 16:45 da tarde do mesmo dia.

A delegada que atendeu o caso, Joilce Reinaldo Ramos, relatou durante a coletiva de imprensa que a situação é bastante triste, porém, tudo deve ser investigado. "Os familiares procuraram ajuda, informando que eles acreditam que houve um erro médico, demora no atendimento e que isso possa ter acarretado morte dela".


"Diante disso, foi dado início as investigações e o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal e por isso a demora para liberar o corpo para o velório. Lá, será colhido pedaços de cada órgão para poder fazer os exames e saber a verdadeira causa da morte de Marcelly. Além disso, vamos ouvir servidores, outros pacientes que estavam no local e analisaremos câmeras de segurança", destacou Ramos.

Conforme a delegada, o caso está sendo investigado por morte a esclarecer e, se caso ficar comprovado que o médico infligiu algumas dessas situações como imperícia, imprudência ou negligência, o responsável vai responder por homicídio culposo. Se caso não, ele será absolvido. "Ela ficou no saguão, pois, os familiares alegam que deram a pulseira amarela para ela (que não caso não significa algo grave), no entanto, a pressão não mata, mas, se não tomar medicamento, a tendência é piorar. Já que ela estava com dengue, a situação deveria ser analisada com mais precaução".

O laudo necroscópico que determina a causa da morte deve ficar pronto ainda nesta quarta-feira (24) e será encaminhado para 2ª Delegacia de Polícia Civil, onde o caso deve seguir sendo investigado. Marcelly Almeida era assistente social, casada e deixa duas flhas. 

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