Dois em cada 10 brasileiros moram sozinhos, mostra levantamento do IBGE
Maioria deles são homens jovens; entre população idosa, porém, cenário se inverte: mulheres representam mais do que o dobro
Cidades|Débora Sobreira, do R7, em Brasília*
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A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (17), revelou aumento na quantidade de brasileiros que moram sozinhos. Entre 2012 e 2025, período de abrangência da pesquisa, o crescimento foi de 7,5 pontos percentuais.
Há 14 anos, o cenário domiciliar era da seguinte forma no país:
- 68,4% nucleares (compostos por um casal com ou sem filhos e enteados ou monoparental);
- 17,9% estendidos (lares que incluem outras pessoas que não pais e filhos, como tios ou avós, por exemplo);
- 12,2% unipessoais (habitados por uma pessoa apenas);
- 1,6% compostos (com alguém responsável pelo domicílio e ao menos outra pessoa sem parentesco com a primeira).
Em 2025, a taxa de habitações unipessoais saltou para 19,7%. Mas, mesmo com o avanço, os arranjos no formato nuclear ainda prevaleceram como maioria no país e representaram 65,6% dos domicílios brasileiros.
A quantidade de unidades domiciliares estendidas, porém, diminuiu no ano passado e correspondeu a 13,5% dos lares. E as residências com formação composta também se tornaram menos comuns, e caíram para 1,1% no Brasil.
Diferença acentuada
Em uma divisão por idade, a população adulta entre 30 e 59 anos aparece como maioria nos domicílios unipessoais e representa 46,8% do total. A população idosa (60+) aparece em seguida, com 41,2%, e a parcela mais jovem, de 15 a 29 anos, chega a 12%.
Os homens lideram essa demografia em duas das três faixas etárias. No caso de domicílios habitados por jovens, representam 14,8%, quase o dobro do total de mulheres (8,6%). E, entre os adultos, são 56,6%, contra 34,9% de pessoas do sexo feminino.
No caso da população idosa, no entanto, o cenário se inverte: são apenas 28,6% de residências habitadas por um homem, contra 56,5% compostas por uma mulher.

Diferença por estados
Em 2025, os estados brasileiros com maior quantidade de habitações unipessoais foram Rio de Janeiro (23,5%), Bahia (22,3%), Rio Grande do Sul (21,9%), Espírito Santo (21,3%) e Goiás (21,1%).
No intervalo de 2012 a 2025, estados da região Norte tiveram um crescimento de 6% na quantidade de residências unipessoais; no caso do Nordeste, o aumento foi de 18,2 pontos percentuais; Sudeste, de 7,8; Sul, de 7 pontos; por fim, um aumento de 6,7 no Centro-Oeste.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Joana Pae, editora de texto
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