El Niño: entenda como a variação de temperatura dos oceanos se relaciona com o fenômeno
Previsão é de que o fenômeno ganhe força entre novembro e dezembro deste ano
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O El Niño deve se intensificar nos próximos meses e permanecer ativo até o início de 2027, segundo a Organização Meteorológica Mundial. A previsão é de que o fenômeno ganhe força entre novembro e dezembro deste ano.
Em entrevista ao Link Record News desta quinta-feira (3), a meteorologista Heloisa Pereira explica como o El Niño se relaciona com a variação de temperatura dos oceanos. Ela destaca que o calor das águas é maior do que todo o histórico passível de comparação desde 1980.

“Para falar especificamente da temperatura que a gente observa, tanto em superfície quanto em profundidade, neste ano de 2026, na região do Pacífico Equatorial, vamos lembrar que a gente vem de um ano de La Niña, [que] corresponde à intensificação dos ventos na região do Pacífico Equatorial”, recorda.
Por isso, ocorre um empilhamento de águas mais quentes no Pacífico Oeste, que se dissipa. Segundo ela, essa propagação ocorre por meio das “ondas de Kelvin”. “E, é claro, essa temperatura em subsuperfície vai influenciar o que acontece na superfície.” Uma variação de 2º a 4ºC pode parecer pouca, mas a especialista ressalta a quantidade de energia necessária para aquecer uma massa de água do tamanho de um oceano. “É algo bem significativo”, diz.
Entre os principais impactos do El Niño pelo globo, Heloisa cita o aumento das temperaturas e a instabilidade do regime de chuvas. Ela destaca que a interação com diferentes oceanos pode provocar efeitos diferentes, apesar de a distância do verão, período de grande impacto, dificultar as previsões.
Quanto à influência das mudanças climáticas, a meteorologista afirma que o El Niño é um fenômeno natural de variabilidade climática do Oceano Pacífico, mas que a crise climática global pode estar contribuindo para fenômenos mais intensos e potencialmente mais frequentes.
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