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"Ela estava coberta de sangue e gritava", diz agente de saúde que socorreu índia estuprada no MS

Vítima tem nove anos; casos de violência sexual em aldeias indígenas aumentaram na região

Cidades|Do R7,com Jornal da Record

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Uma agente de saúde, que não quis se identificar, ajudou a socorrer a menina de nove anos estuprada por mais de dez homens em uma aldeia indígena do Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu na última segunda-feira (6).

— Ela estava cheia de sangue, minando sangue, chorava, gritava de dor.


Assista ao vídeo:

Os casos de violência sexual contra índias aumentaram na região. Em julho deste ano, uma adolescente de 14 anos foi estuprada e assassinada na mesma aldeia. Os crimes foram praticados por um homem de 28 anos e mais quatro adolescentes. 


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O crime


A criança foi encontrada desacordada em uma construção e o caso está sendo investigado pela polícia. A delegada Rosely Galego, responsávelo pelo caso, ouviu os depoimentos da avó e da criança. De acordo com os relatos, a pequena índia, depois de ser levada de casa pelos agressores, foi obrigada a tomar bebida alcóolica. 

Dois suspeitos foram presos e um adolescente foi apreendido
Dois suspeitos foram presos e um adolescente foi apreendido

A avó da criança, Geralda Machado, conta que, na noite do crime, dormia ao lado da neta. Só pela manhã percebeu que a menina havia sumido. 


— Eu pensei, a criança foi passear no vizinho, não foi. Eu pensei, a criança foi ao banheiro, não foi. 

Segundo a Polícia Civil, três suspeitos já foram presos, entre eles, um adolescente. A delegada afirmou ainda que cinco abusos já foram comprovados por exames.

Os suspeitos marcaram dia e horário para abordar a vítima. Os suspeitos presos negaram que tenham abusado da criança e disseram que apenas presenciaram o ato. 

O médico Sidney Antônio Lagrosa Garcia informou que a criança passou por cirurgia e segue internada em observação. 

— Ela recebeu anti-concepção de emergência e ela está recebendo antibiótico, terapia e quimioterapia relacionado cm prevenção de HIV, com relação à sífilis, gonorreia.

A menina é acompanhada pelo Conselho Tutelar e a Força Nacional busca por outros envolvidos no crime.

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