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Entenda o que pode fazer um prédio afundar, como está acontecendo em Itajaí (SC)

Edifício de quatro andares foi evacuado nesta semana depois de ceder 30 centímetros

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Prédio de quatro andares em Itajaí (SC) foi evacuado após afundar 30 centímetros.
  • Defesa Civil interditou o edifício devido ao risco iminente de desabamento.
  • Engenheiro alerta para a importância da manutenção predial contínua, especialmente em edificações multifamiliares.
  • Possíveis causas do afundamento incluem recalque da fundação e corrosão das armaduras dos pilares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta semana, um prédio residencial de quatro andares foi evacuado em Itajaí (SC) após afundar 30 centímetros. O risco iminente de desabamento levou a Defesa Civil a interditar o edifício. A área permanece isolada sob monitoramento constante das autoridades competentes.

O programa Hora News entrevistou Silvio Teotonino, engenheiro e inspetor-chefe do CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina) em Itajaí. Ele esclarece que o órgão é responsável pela fiscalização do exercício profissional, e não pelas obras em si. No caso do prédio que afundou, ele alerta para a necessidade da manutenção predial contínua.


“Toda a edificação deveria ter isso e, muito especialmente, as edificações multifamiliares, como é o caso de prédios e condomínios, enfim, onde várias famílias moram. É essencial que tenha essa manutenção predial periódica, ou seja, que de tempos em tempos, que seja anual ou que seja no máximo em cinco anos, vá um engenheiro, um responsável, técnico, alguém habilitado até esse local e faça uma inspeção nesse imóvel”, diz.

Mas o que pode fazer um prédio afundar? Segundo o engenheiro, são dois motivos principais, tratados como hipóteses no caso de Itajaí.


“Uma das questões é uma movimentação que a gente chama de recalque da própria fundação da edificação. Uma sapata que se deslocou, uma estaca que se deslocou, enfim, uma movimentação de solo, uma obra vizinha ao prédio que movimenta solo, altera o lençol freático; isso pode fazer com que uma fundação se movimente e, consequentemente, o prédio venha a ter esse problema”, afirma.

“Outra questão é a corrosão de armaduras, que é o apodrecimento, num modo bem chulo de falar, a ferrugem da ferragem ali nos dos pilares. Então, se há o rompimento, vamos dizer assim, o colapso de um pilar desse ali em qualquer parte do prédio, mas principalmente na parte térrea, o prédio vai vir a ceder, a afundar”, completa.


O engenheiro diz ainda que os prédios têm vida útil, mas, embora o edifício que está afundando em Santa Catarina já tenha cerca de 50 anos, esse não parece ser o motivo do colapso.

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