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ES registra mais de 60 homicídios em três dias, diz sindicato

Estado está sem policiamento desde o fim de semana; familiares protestam em batalhões

Cidades|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Mais de 60 homicídios foram registrados em três dias no ES
Mais de 60 homicídios foram registrados em três dias no ES

Familiares de policiais militares do Espírito Santo bloqueiam a saída de viaturas de batalhões de cerca de 30 cidades do Estado desde a última sexta-feira (3). O grupo protesta contra as condições de trabalho dos PMs e desde então não há policiamento nos municípios. De acordo com Jorge Emilio Leal, presidente do Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis) do ES foram registrados até a tarde desta segunda-feira (6) 62 homicídios — sendo oito no sábado, 17 no domingo e 37 desde meia-noite de hoje. 

— A situação está caótica. O governo está com uma política de massacre e precarização da segurança pública capixaba. 


O Sindipol manifestou apoio aos policiais militares e declarou ao R7 que fará uma assembleia geral na próxima quinta-feira (9) para definir se a categoria fará algum tipo de movimento.

De acordo com o diretor e relações públicas da associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo, Thiago Bicalho, não há informação de policiais em serviço no Estado nesta manhã. Ele enfatiza, no entanto, que os protestos não são organizados por nenhuma associação de classe.


— Na sexta feira (3) um grupo de 12 mulheres fechou um DPM que atende alguns bairros do município da Serra e disseram que os maridos não iam sair para trabalhar porque a situação estava insustentável e que eles não tinham dinheiro para comprar as coisas dentro de casa. Foi um isqueiro no barril de pólvora e acendeu. Se alastrou, as mulheres foram para a frente dos batalhões e hoje não tem um batalhão no Espírito Santo, que a gente tenha conhecimento, funcionando, não tem um município que tenha policial na rua.

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Nesta segunda-feira (6) foi autorizado o envio de soldados da Força Nacional para o Estado e o desembarque das tropas federais na Grande Vitória deverá ocorrer a partir da noite desta segunda-feira. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também confirma ao menos 51 pessoas assassinadas na Grande Vitória.


— Há uma situação de gravidade lá [em Vitória] porque as polícias estão, ao que eu tenho tido informação, impedidas de se deslocarem para exercerem suas funções porque familiares, mulheres dos policiais estão fazendo bloqueios. Isso tem levado a uma situação que, praticamente, não se tem Polícia Militar na rua.

O ministro esteve em Natal no fim da manhã desta segunda-feira para avaliar os resultados da Operação Potiguar II, desempenhada por 1.887 militares das Forças Armadas enviados após as rebeliões que culminaram na morte de 26 presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Da capital potiguar, o ministro e comitiva formada por militares seguiu para Vitória.

O total de militares que será colocado à disposição do governo capixaba ainda não foi confirmado, pois a autorização para a liberação das Forças Armadas só foi comunicada ao Ministério da Defesa no início da tarde desta segunda-feira, pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Jungmann estima que até 2.000 militares reforcem o policiamento ostensivo em Vitória e na região metropolitana, a exemplo do que ocorreu no Rio Grande do Norte. Esse efetivo deverá ser deslocado de outros comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica do próprio Espírito Santo, além de tropas de Estados vizinhos.

Forças Armadas nos Estados

Nos últimos seis meses, o uso das Forças Armadas foi empregado, além do Rio Grande do Norte, em Pernambuco, Maranhão e Amazonas.

Questionado se esse recorrente emprego das tropas federais nas operação de Garantia da Lei e da Ordem nos Estados representava a falência da Segurança Pública, o ministro negou.

— De forma alguma. O que existe hoje é que o crime se nacionalizou. Os Estados não lidam mais com uma criminalidade local. Hoje, o crime está se nacionalizando, sobretudo no Sudeste", declarou. "Nenhum governador pode ter o controle ou capacidade de resolver isolado quando há uma crise.

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