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Escrivã que atirou para salvar torcedores no Ceará é homenageada

Tárgilla tem 25 anos, está grávida e passava perto da Arena Castelão quando agiu para evitar linchamento de pai e filho derrubados de moto

Cidades|Do R7

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O delegado Marcus Rattacaso e a escrivã Tárgilla Brito
O delegado Marcus Rattacaso e a escrivã Tárgilla Brito Polícia Civil do Ceará/Divulgação

A escrivã de polícia que salvou torcedores de um linchamento no entorno da Arena Castelão no último sábado (3), pouco antes do jogo entre Ceará e Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro, foi recebida nesta quarta-feira (7) pelo delegado geral da Polícia Civil do Ceará, Marcus Rattacaso. A ação, que foi gravada por celular e viralizou na internet, foi elogiada pela Polícia e ficará registrada em uma portaria em Diário Oficial.

Tárgilla Brito, que tem 25 anos e está grávida, deu tiros para o alto quando dois torcedores começavam a ser linchados. Ela conta que se tratava de um homem que vestia a camisa do Ceará e do filho dele, um adolescente. Eles foram derrubados de uma moto e outros torcedores que passavam pelo local correram para espancá-los.


“Na hora que eu vi, eu pensei logo que matariam o rapaz e que poderia ser uma mãe chorando a perda de um filho. O adolescente que estava na garupa da moto e foi arrastado estava levando muitos chutes na cabeça. Eu sabia que se não fizesse nada, talvez aquele torcedor tivesse morrido ou até estivesse em coma, e teria uma mãe chorando junto com ele”, disse ela em divulgação feita pela Polícia Civil do Ceará.

A escrivã Tárgilla Brito
A escrivã Tárgilla Brito Polícia Civil do Ceará/Divulgação
Escrivã atira para salvar torcedores
Escrivã atira para salvar torcedores Reprodução

Tárgilla conta que fez três disparos. “Dei o primeiro disparo para cima, de advertência. Alguns se dispersaram, mas outros continuaram com as agressões. Então tive o ímpeto de correr e falei para parar. Foi quando dei o segundo disparo, mesmo assim, continuaram agredindo. Quando virei e atirei a terceira vez, um dos agressores chegou a reclamar que eu não poderia atirar nele e fez a menção de voltar. Nessa hora eu aponto a arma e grito que sou ‘polícia’, foi quando todos fugiram”, relatou.


Tárgilla Brito é escrivã de Polícia Civil há pouco mais de um ano e já foi guarda municipal de Fortaleza durante três anos.

A ação rendeu elogios do delegado geral. “Eu te chamei aqui para agradecer pelo seu ato de bravura, porque apesar de estar de folga, sozinha e principalmente por estar gestante, você fez exatamente o que jurou fazer, defender a sociedade acima de tudo”, disse Marcus Rattacaso.

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