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Estudo detecta 1.969 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas do País

Segundo pesquisa da PRF, número de pontos aumentou 9% na comparação com edição anterior

Cidades|Do R7

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A PRF (Polícia Rodoviária Federal) detectou 1.969 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras. A pesquisa faz parte da sexta edição do projeto Mapear, elaborado entre 2013 e 2014 pela PRF, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, Childhood Brasil e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Neste ano, o estudo também contou com a participação do Ministério Público do Trabalho.

O total de pontos mapeados é 9% maior em relação à edição anterior do projeto (2011/2012). De acordo com o estudo, o crescimento é percebido de forma positiva e significa um maior investimento ao longo dos anos por parte da PRF no treinamento de seus agentes. O entendimento é de que áreas, que antes não eram vistas como problemáticos, “hoje têm sua vulnerabilidade detectada e medida”.

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Dos 1.969 pontos identificados na sexta edição do projeto, 566 foram considerados críticos; 538, com alto risco; 555, com médio risco e 310 foram avaliados como de baixo risco. O estudo apontou que houve uma “significativa redução dos pontos críticos”, representada por um decréscimo de 40% em seis anos.

Ainda conforme a pesquisa, esta redução pode estar associada “à soma de esforços, ao engajamento dos diversos setores e à atuação preventiva nas rodovias federais”.

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Os “pontos vulneráveis” são entendidos pela pesquisa como ambientes ou estabelecimentos onde os agentes da polícia rodoviária federal encontram características que propiciam condições favoráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. Entre eles estão: presença de adultos se prostituindo, inexistência de iluminação, ausência de vigilância privada, locais costumeiros de parada de veículos e de consumo de bebida alcoólica.

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Meninas mais expostas

Segundo o estudo, do total de pontos de risco de exploração sexual mapeados, 1.121 "forneceram respostas à origem e gênero das crianças e adolescentes”, questões que foram incluídas nesta edição do mapeamento. Já 428 pontos (38%) indicaram “que a vítima era originária de outra localidade, ou seja, poderia estar em situação de tráfico de pessoas”.

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Dos 448 pontos com registro de menores de 18 anos em situação de exploração sexual, foi possível identificar que 69% eram do sexo feminino, 22%, transgêneros e 9%, do sexo masculino.

O projeto Mapear tem, entre seus objetivos, a ampliação e o fortalecimento das ações de enfrentamento da violência sexual.

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