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Ex-namorada de Christiano Rangel encara prisão de agressor com misto de alívio e medo

Conhecido por ter namorado Luana Piovani e Ivete Sangalo, empresário foi detido nos EUA

Cidades|Ana Cláudia Barros, do R7


Foto e dados de Rangel foram publicados no site da Interpol
Foto e dados de Rangel foram publicados no site da Interpol

Um misto de alívio e de medo tomou conta da administradora Aída Nunes após a notícia da prisão do ex-namorado, o empresário baiano Christiano Mascarenhas Rangel, em Miami, nos Estados Unidos, no dia 17 de dezembro. Em entrevista ao R7, o advogado dela, Rosberg Crozara, comentou que a cliente está abalada e teme retaliações. O empresário ficou conhecido como o motivo da separação de Luana Piovani e Rodrigo Santoro. Mais tarde, ele também teve um relacionamento com Ivete Sangalo.

Rangel foi condenado neste ano por lesão corporal grave e ameaça por ter agredido Aída no dia do aniversário dela. Em razão do descumprimento de medida protetiva, que o impedia de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a vítima, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário, que era considerado foragido.

— O que ela pensa é: “Meu deus, quando ele sair, vai fazer alguma coisa comigo?” Está ainda muito abalada. O fato de a prisão ter acontecido só fez renascer nela aquele sentimento de angústia. Ao mesmo tempo, para ela, a prisão dele dá uma sensação de que a lei se cumpre no Brasil e de que a impunidade, às vezes, não parece tão presente.

Em janeiro de 2013, Aída comemorava o aniversário em uma boate na cidade de Salvador, quando Rangel, na época namorado dela, foi encontrá-la.

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— Em razão de circunstâncias da festa, ela acabou entrando no carro dele com o tio dela e um amigo. Nos autos, há todas as informações. Acabou que ela foi levada ao apartamento dele [Rangel]. Ela entrou ao carro e, a todo tempo, queria sair. Só que não a deixaram sair. Um amigo dele, que era vizinho de prédio, foi dirigindo o carro.

A agressão aconteceu no apartamento do empresário, segundo o advogado. Depois da violência, a administradora, que precisou de atendimento médico, fez boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e solicitou medida protetiva. Aída teve derrame nos olhos e ficou por mais de 30 dias incapacitada.

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Conforme Crozara, o empresário foi intimado e chegou a ser interrogado na delegacia. A partir daí, destaca o defensor, Rangel passou a procurar a vítima, desrespeitando a determinação da Justiça. Ele teria ligado mais de dez vezes para Aída e procurava amigos em comum para saber sobre a vida dela.

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Sentindo-se ameaçada, a administradora foi à delegacia novamente e cedeu o aparelho celular com as ligações do empresário. Testemunhas prestaram depoimento, confirmando que Rangel procurava Aída. Diante das denúncias, a prisão preventiva foi decretada, informa o defensor.

— É uma disposição expressa de lei. Um dos motivos da prisão preventiva é o descumprimento de medida protetiva. Em razão disso, foi decretada a prisão preventiva dele de abril para maio de 2013. Aí, ele não foi mais localizado. Ao que parece, ele foi inicialmente para São Paulo. De lá, ele continuou a tentar falar com Aída. Foi policial da Bahia para São Paulo e descobriu que ele estava em um determinado hotel. Aí, é um mistério. Ele sumiu de São Paulo e apareceu em Miami.

Crozara afirma que, mesmo considerado procurado pela Justiça, Christiano Rangel chegou a postar fotos da vida nos Estados Unidos em redes sociais.

— Em Miami, ele debocha da Justiça. Ele aparece em restaurante, tira foto, joga no Facebook [...] Posso dizer que de abril de 2013 até hoje, ele não apareceu ao chamamento da Justiça.

Mesmo ausente do País, o então acusado foi julgado e condenado em agosto deste ano. Denunciado por lesão corporal grave, ameaça e sequestro, ele acabou sentenciado a quatro anos e cinco meses pelos dois primeiros crimes. No terceiro, foi absolvido por falta de provas.

— A lei fala que o processo é suspenso se o réu não for localizado e não constituir advogado. Ele saiu do endereço e não informou a mudança à Justiça. Só que ele tinha advogado constituído. O advogado junta a procuração em nome dele, logo, não preenche os requisitos para suspender o processo. Por este motivo, o processo seguiu. Ele não foi julgado à revelia, porque teve advogado constituído por ele. Christiano Rangel teve o silêncio eloquente. O que isso quer dizer? Ele preferiu não falar. E o fato de não participar dos atos processuais pessoalmente não poderia ser interpretado contra ele, como não foi.

Rangel ficou conhecido por ter namorado a atriz Luana Piovani e ter sido o pivô da separação de Luana e Rodrigo Santoro
Rangel ficou conhecido por ter namorado a atriz Luana Piovani e ter sido o pivô da separação de Luana e Rodrigo Santoro

Crozara completa, lembrando que em todos os atos processuais, a defesa esteve presente.

— Ele exerceu o direito de defesa e teve uns seis habeas corpus [pedindo a revogação da prisão]. Ele perdeu dois no Tribunal de Justiça da Bahia, três, no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e um, no STF (Supremo Tribunal Federal).

Lista de procurados

A ostentação de Rangel nas redes sociais provocou desconforto nas autoridades, que entraram em contato com a Interpol, segundo Crozara.

— Fizemos um requerimento e o nome dele passou a constar no cadastro de procurados.

O advogado explica que ainda não há a confirmação se o empresário será deportado.

— O procedimento natural seria a chamada deportação. A Justiça americana o coloca dentro de um avião e informa as autoridades brasileiras. Ao chegar, ele é preso imediatamente. Esse procedimento costuma não demorar. Agora, não sei efetivamente se esse procedimento será adotado neste momento, porque não tenho conhecimento se ele tem alguma pendência com as autoridades americanas.

O R7 tentou falar com o advogado de Christiano Rangel. Por e-mail, ele informou que estava fora da cidade e pediu que a reportagem entrasse em contato na próxima segunda-feira (29).

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