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Após morte, chefe de segurança diz que esquema de segurança de Metrô será mantido

Após morte, chefe de segurança diz que esquema de segurança de Metrô será mantido

Folha Vitória|Do R7

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São Paulo - O chefe do Departamento de Segurança do Metrô, Rubens Menezes, informou que o esquema de rondas existente nas estações de metrô, estratégia adotada para manter a segurança em toda a rede, deve ser mantido mesmo após o caso de agressão dentro da estação Pedro 2º, da linha 3-vermelha, que vitimou o ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, no último dia 25.

Em entrevista à Rádio Estadão, na manhã desta quarta-feira, 28, Menezes disse que esse tipo de ocorrência não é comum dentro do sistema e que o último homicídio registrado em uma estação de metrô ocorreu em 2012. Ele descartou a possibilidade de uma revisão no esquema de segurança com base no caso da agressão do dia 25 pelo fato de ela ter se iniciado fora da estação.

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"Eu teria de olhar para fora do metrô. Como o problema aconteceu fora do metrô e começou a vir para dentro, eu teria de olhar para fora. Esse tipo de agressividade, de comportamento, não é previsível. Nós conseguimos fazer ações preventivas para aquilo que você consegue medir. Tenho o controle do que acontece dentro do sistema, o que acontece fora, na rua, não é possível controlar. De todo modo, a gente sempre está atento", afirmou.

Ele admitiu que não havia seguranças na estação no momento da ocorrência e que, ao todo, os agentes demoraram seis minutos para chegar ao local.

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"O Metrô trabalha com sistema de rondas pelas estações. No exato momento da agressão, não tínhamos ronda naquela estação, mas tínhamos na estação vizinha e quando o pessoal operacional da estação observou o início das agressões, entrou em contato com o centro de operações do Metrô, que acionou o centro de controle de segurança. Em seis minutos, nós já estávamos atendendo aquela ocorrência. A agressão deve ter demorado uns dois minutos, mais ou menos, a segurança chegou, então, descontando esse tempo, em quatro minutos. Do acionamento até lá, seis minutos."

Menezes diz que o tempo médio para atendimento de uma ocorrência dentro das estações costuma ser de seis minutos. "Se não tivermos dupla na estação, nós temos na estação vizinha. Então, é apenas o deslocamento da dupla para a estação em que está acontecendo o fato." Ele afirmou que, de todas as ocorrências de 2015, as equipes de segurança fizeram a prisão de 74% dos autores. Neste ano, até outubro, 63% dos autores foram presos.

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Estudo

Apesar de não falar em remodelamento do esquema de segurança, Menezes afirma que o caso será analisado.

"Sempre que temos alguma ocorrência, ela faz parte de uma análise científica que é feita para tentarmos implementar medidas que evitem que o problema ocorra novamente. Tudo isso, obviamente, é estudado."

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