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Bebê nasce com intestino fora do abdômen e é operado durante o parto em Vitória

Bebê nasce com intestino fora do abdômen e é operado durante o parto em Vitória

Folha Vitória|Do R7

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Filha foi operada antes do corte do cordão umbilical
Filha foi operada antes do corte do cordão umbilical Folha Vitória - Cidades 2

Foto: Divulgação

Um bebê gerado com o intestino para fora do abdômen foi operado ao nascer, ainda ligado à mãe pelo cordão umbilical. O procedimento para correção da má-formação em bebês foi utilizado pela primeira vez no Espírito Santo.


Marina, filha do casal Priscila Andrade Silva e Thiago Augusto Ribeiro, de Vitória, nasceu na manhã do dia 24 de setembro e recebeu alta nesta terça-feira. A menina ficou internada para recuperação da cirurgia na Perinatal Vitória, UTI neonatal do Vitória Apart Hospital, e recebeu alta nesta terça-feira (11).

“Ela está ótima, vemos o desenvolvimento dela a cada dia. Ficamos muito preocupados ao saber da má-formação, mas agora estamos muito felizes e confiantes”, diz a mãe da menina, que é engenheira agrônoma. 


A ginecologista e obstetra Andrea Fiorini, que realizou parto, destaca que a disciplina, o otimismo e a confiança da mãe foram de extrema importância para o sucesso do caso. O bebê nasceu com quase 38 semanas de gestação, com 2,6 quilos e 49 centímetros.

Procedimento inédito no ES


A operação da criança durante o parto, fora do útero e ainda conectada à placenta, é chamada de Simile-EXIT. O cirurgião pediátrico Antônio Leal, um dos médicos que compôs a equipe do parto e cirurgia para reacomodação do intestino no ventre do bebê, explica que ligado à placenta ele recebe da mãe oxigênio e a sedação aplicada e, por isso, não há necessidade de anestesia geral, como ocorre na cirurgia convencional.

“Como o recém-nascido ainda recebe oxigênio por meio da placenta, ele não movimenta os músculos do abdômen para aspirar o ar. Isso facilita que as alças do intestino sejam recolocadas. Além disso, se ele já estivesse em respiração pulmonar, teria tendência a engolir ar, o que também tornaria a acomodação do órgão mais delicada”, conta o médico.


Graças à nova técnica, a internação durou cerca de duas semanas, em vez dos cerca de 30 dias exigidos pelo procedimento convencional. De acordo com a intensivista pediátrica da Perinatal Vitória Karina Cuzzuol, o intestino do bebê já funciona e Marina mama normalmente.

O nascimento e cirurgia de Marina envolveu dois obstetras, dois cirurgiões pediátricos, dois pediatras e dois anestesistas.

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