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Caso Alexandre Martins: Justiça diminui pena de coronel Ferreira e mantém absolvição de Calú

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Folha Vitória|Do R7

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Foto: TV Vitória

Desembargadores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decidiram, por unanimidade, reduzir a pena do coronel da reserva da Polícia Militar, Walter Gomes Ferreira, e manter a absolvição do ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calú. Os dois foram julgados, há dois anos, por participação no assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em março de 2003.

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Durante sessão da 1ª Câmara Criminal do TJES, na tarde desta quarta-feira (21), os desembargadores acataram em parte o pedido da defesa do coronel Ferreira e reduziram a pena-base dele de 19 para 16 anos. Ferreira já cumpriu cinco anos da pena, em regime fechado, e atualmente está em liberdade.

Além disso, foi determinada a expedição do mandado de prisão para o Coronel Ferreira, mas a medida só será cumprida depois que forem esgotadas as vias de recurso no TJES. Caso a defesa decida recorrer, cabem embargos declaratórios ao próprio relator.

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A defesa de Ferreira havia entrado com um pedido de anulação do julgamento ocorrido em agosto de 2015, que resultou na condenação dele em 23 anos - 19 anos pela morte do magistrado e 4 anos por formação de quadrilha - em primeira instância.

Julgamento foi realizado na tarde desta quarta-feira

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Foto: Divulgação

Os advogados do coronel da reserva da PM entenderam que uma testemunha supostamente impedida foi ouvida no júri e, ainda, que a sua condenação não encontraria amparo em nenhum elemento de prova. Também foi pedida a declaração da prescrição em relação ao crime de quadrilha e a redução das penas fixadas.

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Durante a sessão desta quarta-feira, o relator, desembargador Willian Silva, entendeu que o crime de formação de quadrilha, pelo qual Ferreira foi condenado, está prescrito. Dessa maneira, o desembargador concedeu parcial provimento à apelação, alterando o cálculo da dosimetria da pena.

Os desembargadores também rejeitaram o pedido do Ministério Público Estadual (MPES), que pediu que Calú fosse submetido a novo julgamento, já que ele foi absolvido pelo Tribunal do Júri em 2015.

O julgamento dos recursos no Tribunal de Justiça durou cerca de quatro horas e terminou por volta das 18 horas. A sessão contou com a presença de três dos quatro desembargadores que participariam do julgamento. O quarto é o próprio presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que se declarou impedido de participar e se retirou do julgamento.

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