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Cientistas analisam cães e concluem que eles também são 'pessoas'

Cientistas analisam cães e concluem que eles também são 'pessoas'

Folha Vitória|Do R7

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Um grupo de cientistas treinou cães para serem submetidos ao exame de ressonância magnética com a intenção de gerar material científico sobre como o cérebro desses animais funciona. Após dois anos de estudos, um dos pesquisadores, Gregory Burns, defende: os cachorros são 'gente', como nós. 

A experiência é inovadora porque, até então, a medicina veterinária recomendava que o exame só poderia ser feito em cães anestesiados, uma vez que o animal precisa ficar imóvel na máquina apertada e barulhenta. Animais adormecidos não apresentariam resultados úteis para o tipo de pesquisa que os cientistas estavam desenvolvendo.

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Gregory começou por treinar a sua mascote, a cadelinha Callie. Foram meses de ensinamentos para que ela se acostumasse a uma máquina de ressonância magnética de mentira, depois uma de verdade. Após alguns meses, conseguiram realizar o exame e obtiveram os primeiros mapas de atividade cerebral.

Os pesquisadores procuraram tratar os animais como se fossem pacientes humanos: não lhes obrigavam a realizar os exames e eles poderiam abandonar a pesquisa quando quisessem.

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Sucesso

O sucesso, a promessa de revelar como os cães pensam e o tratamento dado pela equipe de cientistas aos animais, chamaram a atenção da comunidade dos donos de cães e a equipe de Gregory passou a contar com uma dúzia de mascotes caninos para os testes.

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Não, ainda não podemos dizer como os cães pensam. No entanto, os resultados acerca de uma área específica do cérebro já podem dar algumas pistas. O núcleo caudado, presente tanto nos humanos quanto nos caninos, está relacionado nos humanos ao prazer causado por coisas que gostamos: comida, música e até mesmo beleza.

Com os cães, os cientistas concluíram que essa área do cérebro apresenta atividade parecida: ela reagia a sinais que indicavam comida, ao cheiro de pessoas conhecidas e até mesmo ao retorno do dono após um período ausente.

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“A habilidade para sentir emoções positivas como, por exemplo, amor e apego afetivo, colocaria os cães no mesmo nível de sentimentos comparado ao de uma criança”, escreveu Gregory. Ele acredita que os estudos servirão para mudar o modo como a sociedade trata os cães.

“Cachorros e, provavelmente, muitos outros animais parecem ter emoções assim como nós. Isso significa que devemos rever o tratamento de animais de estimação enquanto propriedade”, defende.

As informações são do Estadão.

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