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Cobrança do uso da água no Estado pode virar realidade a partir do ano que vem

Cobrança do uso da água no Estado pode virar realidade a partir do ano que vem

Folha Vitória|Do R7

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A cobrança poderá entrar em vigor em 2017
A cobrança poderá entrar em vigor em 2017 Folha Vitória - Cidades 2

Foto: TV Vitória

Está cada vez mais próxima a possibilidade de cobrança pelo uso da água no Espírito Santo para quem capta água do rio, para consumo ou produção. O rio Benevente pode ser o primeiro a implantar a cobrança e todo recurso arrecadado será destinado à recuperação dos rios.

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Na região sudeste, o Espírito Santo é o único Estado que ainda não iniciou a cobrança. No Rio Jucu, o comitê da Bacia ainda não pôs o plano em prática, mas quando entrar em vigor, retirar mil litros de água do rio deverá custar cerca de R$ 0,03.

Ainda não se sabe se o valor será único ou variável para os diferentes tipos de usuários. Segundo o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jucu (CBH JUCU), Elio de Castro, o recurso arrecadado será administrado por uma agência que ainda será criada. O dinheiro vai financiar a recuperação dos rios. 

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“Você coloca os recursos para fazer as ações. Sem a cobrança, nós não temos como combater os problemas que os nossos rios possuem”.

Segundo Elio, a cobrança pela água em seis bacias hidrográficas do Estado pode começar já no ano que vem. Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Benevente, Naelson Lima Almeida, as discussões estão avançadas as reuniões de planejamento já começaram, mas os valores ainda não foram definidos. 

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“A partir do momento que as pessoas virem a ter uma pequena taxa pelo uso deste precioso líquido, elas passarão a consumir menos e esse é o objetivo. A gente coloca como um instrumento muito eficiente na economia do uso da água a partir do momento que a gente realiza essa cobrança pelo volume consumido”.

Para os representantes das bacias, é o que falta para o uso sustentável do recurso hídrico. “Quando o usuário paga ele passa a ter mais critérios, nosso problema não é a baixa vazão dos rios, é justamente gestão. É que nós não usamos os instrumentos que a lei permite para fazer com que a água, nesse momento, ela não consiga comprometer o crescimento do Estado”, afirmou Elio de Castro.

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