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Criança sofre com malformação no pé e mãe faz apelo para conseguir tratamento

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Folha Vitória|Do R7

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Foto: Reprodução Facebook

Uma mãe tem vivido um drama ao lado de seu filho de 5 anos. A criança sofre com uma malformação no pé esquerdo. Moradora de Central Carapina, na Serra, Daiane de Oliveira conta que o filho, João Batista de Oliveira Cordeiro, nasceu com dois dedos muito grandes para um bebê.

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Na ocasião, o médico disse que os dedos do menino estavam inchados por causa do parto, mas, desde então, o pé de João não parou mais de crescer, o que fez com que parte do membro fosse amputado.

Segundo Daiane, o menino já passou por duas cirurgias, mas nenhuma delas surtiu o efeito esperado. Por causa disso, ela foi orientada por um médico a procurar um geneticista, que poderia oferecer um tratamento mais adequado para a criança. 

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O problema é que Daiane está desempregada e não tem condições de custear um médico particular para o filho. A solução, então, foi procurar a rede pública de saúde. Contudo, a mãe alega que há mais de dois anos tenta marcar a consulta com o especialista. Amigos e parentes já recorreram às redes sociais, na tentativa de buscar ajuda para o menino.

"Já amputaram os dedos do pé do meu filho e indicaram novas cirurgias, mas eu quero uma solução definitiva. Já deixei os papéis no hospital, mas até agora não entraram em contato comigo. Precisamos de ajuda", lamentou.

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Desafio psicológico

Além da deformidade no pé, que o atrapalha para andar e a usar calçados, João tem sofrido com a chacota de outras crianças da creche que ele frequenta. Segundo Daiane, por causa disso ele tem ficado bastante agressivo e diz que não quer mais ir para a creche.

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"Ele fica se cortando o tempo todo. A gente não pode deixar nenhum objeto cortante perto dele, que ele pega para se ferir. E fala que não quer mais ir para a creche, porque as outras crianças ficam fazendo piada. Mas a diretora da creche é cadeirante e tenta passar tranquilidade para ele", conta.

De acordo com o médico especialista em ortopedia infantil, Jorge Luiz Kriger, o menino provavelmente sofre de gigantismo, que, segundo o especialista, costuma variar de pessoa para pessoa. "Há casos em que a patologia atinge apenas um dedo e, em outros, o pé inteiro", frisou.

Segundo o médico, o problema pode ser tratado, mas há casos em que a melhor solução é a amputação do pé. "É possível fazer o bloqueio das áreas de crescimento do membro. Só que isso impede apenas o crescimento longitudinal e a área pode continuar aumentando de volume. Quando o problema é pequeno, é possível desengordurar a região e fazer o controle, mas há casos de paciente que tiveram que fazer a amputação, porque a área afetada era bastante significativa", explicou.

Confira mais detalhes dos desafios do pequeno João no programa Cidade Alerta, às 18h, na TV Vitória / Record.

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