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Em SP, residentes iniciam paralisação contra atraso em reajuste de bolsa

Em SP, residentes iniciam paralisação contra atraso em reajuste de bolsa

Folha Vitória|Do R7

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São Paulo - Médicos residentes que atuam no Estado de São Paulo iniciaram uma greve nesta quinta-feira, 10, para solicitar o repasse do reajuste de 11,9% previsto por portaria interministerial em março deste ano. A greve foi decidida no último dia 3 em assembleia e recebeu o apoio dos 13 mil residentes que em atividade no Estado, mas ainda registra baixa adesão. A Secretaria de Estado da Saúde informou que não há registros de paralisação nos hospitais.

Segundo a Associação de Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), o balanço preliminar indica que 300 residentes do Hospital de Clínicas da Unicamp já aderiram à greve. Informou também que há adesão no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamsp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Hospital Padre Bento de Guarulhos.

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Os residentes cobram da gestão estadual o pagamento dos valores do reajuste da bolsa que eles recebem pelos serviços prestados em hospitais do Estado.

"Cada serviço de saúde está se organizando para aceitar ou não a paralisação. Tem uma recomendação para se aguardar 72 horas após a entrega do aviso (de paralisação) para as Comissões de Residência Médica. Esse prazo é para o serviço se organizar. Alguns residentes já fizeram caminhadas hoje e informaram os motivos da paralisação para a população", explica Janaína Bulhões Miranda, diretora da Ameresp.

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Adesão

Dos 13 mil residentes, 6.600 estão sendo atingidos pelo atraso do repasse do reajuste, segundo Janaína. Ela afirma que nem todos os profissionais devem aderir à mobilização. "Não temos a pretensão de atingir todo mundo, porque entendemos que esse é um momento muito crítico na formação e é preciso fazer todos os sacrifícios para ser um médico melhor."

Na semana passada, a Secretaria Estadual da Saúde informou que estava em negociação com os Ministérios da Saúde e da Educação para realizar o repasse. Em nota, a pasta informou que não registrou paralisações em suas unidades e que "se houver, não deverá afetar o funcionamento das unidades, uma vez que o atendimento prestado pelos residentes sempre é supervisionado por um médico".

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