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ESG é a nova corrida do ouro para as mineradoras brasileiras

Estudo revela que práticas de ESG (sigla em inglês para ações relacionadas ao meio ambiente, à responsabilidade social e à governança) é a estrada que levará a indústria brasileira de mineração para o futuro

Folha Vitória|Do R7

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Um dos setores mais pujantes da economia brasileira, a indústria de mineração faturou, em 2021, 62% a mais do que foi conquistado em 2020. O levantamento do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração) indicou que a marca de 339 bilhões de reais foi atingida. Em termos de produto, a maior procura foi por minério de ferro, minério de ouro e minério de cobre. Estudo da consultoria Economática divulgado no início de março de 2022 revelou que as ações de empresas de mineração presentes na B3 se valorizaram 35% desde o início do ano.

Outro relatório da IBRAM, realizado em junho de 2021, revela que para que o setor de mineração continue na rota do crescimento, as mineradoras brasileiras têm investido no alinhamento às métricas ESG, sigla em inglês para Environmental (Ambiental, E), Social (Social, S) e Governance (Governança, G).

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A sigla ESG surgiu pela primeira vez, em 2004, no relatório "Who Cares Wins", produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Pacto Global, em parceria com o Banco Mundial, com o objetivo de engajar empresas e organizações na adoção de princípios nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.

"Traduzindo em miúdos, ESG são princípios, práticas e ações que empresas, entidades e organizações devem adotar para que o mundo caminhe para um desenvolvimento mais sustentável", explica Luis Arís, gerente de desenvolvimento de negócios da Paessler LATAM.

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Arís conta que no setor de mineração, para que não haja mais desastres como os que já foram vistos no país com o rompimento de barragens de rejeitos de minérios, as mineradoras estão explorando, cada vez mais, tecnologias convergentes OT e IT, ou seja, a integração dos sistemas de TI com sistemas de operação tecnológica (OT) para alcançar o ESG.

O executivo da Paessler enfatiza que hoje, nas mineradoras, é necessário ter uma visão holística do processo de mineração e que uma forma de otimizar esse universo e garantir a aderência de cada fase do processo ao modelo ESG é utilizar soluções de monitoração de ambiente digitais capazes de unificar, em uma única interface, dados sobre toda a produção de minérios. "As organizações têm de gerar relatórios e estudos que partem de um imenso e variado data lake para construir análises precisas do grau de maturidade da mineradora", afirma Arís.

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No entanto, de acordo com um relatório divulgado pela Delloite, no início de 2022, Luis Arís, avisa que a indústria mineradora brasileira está muito atrás de países como Canadá e Austrália em relação a questões relevantes da pauta ESG. "É necessário avançar na relação com comunidades indígenas, otimização do uso da energia, disseminação da digitalização por todo o processo produtivo - da mina ao porto - e implementação de novos controles de cibersegurança", afirma Luís.

Arís, da Paessler, lembra, ainda, que segundo o relatório "Who Cares Wins", uma empresa que está em conformidade com práticas ESG entende quais são seus impactos negativos e positivos na sociedade e consegue agir sobre eles.

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