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Espírito Santo tem mais de 220 mil analfabetos, aponta IBGE

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Folha Vitória|Do R7

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Foto: Arquivo

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Geral (IBGE) divulgados no final de 2016 apontam que o Espírito Santo tem quase 7% de analfabetos - pessoas com mais de 15 anos que não foram alfabetizadas. Dentre os mais de 220 mil analfabetos, 57,5% são mulheres. 

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Os números foram apresentados pela professora doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sandra Mara Mendes da Silva Bassani, na reunião da Comissão de Educação desta quarta-feira (3), que debateu as perspectivas para sanar o problema no Estado. No Brasil, a taxa de analfabetismo tem caído lentamente – atualmente é de 8%. "Ainda assim, isso representa quase 13 milhões de brasileiros. É muita gente", alertou Sandra. 

Segundo os mesmos dados do IBGE (2015), a taxa é mais alta em pessoas com 60 anos ou mais - 22,3%. "Isso significa que pelo menos um entre cinco idosos brasileiros não sabe ler nem escrever. Esses idosos fazem parte de uma geração que não teve acesso à educação durante a infância, e perduram sem conseguir dar o primeiro passo em direção ao mundo escolarizado, provavelmente por já estarem trabalhando e não terem 'tempo'", refletiu.

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Entre as propostas apresentadas pela doutora para minimizar o analfabetismo estão: investir na capacitação de professores, principalmente os de português; desenvolver pesquisas com o corpo docente das escolas que apresentam baixo desempenho para levantar as dificuldades e elaborar propostas de intervenção; estabelecer parcerias com instituições de ensino superior que ofertam o curso de Pedagogia, para que uma parte do estágio obrigatório possa ser desenvolvida por meio de projetos efetivos de alfabetização de jovens e adultos; entre outras.

Por fim, a professora afirmou que as pessoas precisam se sensibilizar para que assumam o compromisso social e cidadão de ajudar na alfabetização daqueles que necessitam. "Também é necessário que as políticas públicas ampliem o alcance dos programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que eles sejam levados até as pessoas que desejam ser alfabetizadas", sugeriu.

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O presidente do colegiado, deputado Rodrigo Coelho (PDT), lembrou que a Comissão tem discutido bastante sobre analfabetismo e EJA, desde o início do ano. 

"Infelizmente, existem vários motivos de grande evasão escolar, não só a falta de subsídio para alguns alunos continuarem os estudos, mas a própria rotina de trabalho deles, as dificuldades nos estudos que são parecidos com o ensino regular, entre outros. O problema não é simples, a solução não é fácil. Não é à toa que temos 8% de pessoas analfabetas no Brasil. Esse tem sido o principal assunto de nossas reuniões. É o tema mais complexo, talvez o público que mais precisa da nossa atenção", destacou o parlamentar.

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