Folha Vitória Hilário começa a ser ouvido: 'Não mandei matar e não mandaria'

Hilário começa a ser ouvido: 'Não mandei matar e não mandaria'

O interrogatório de Hilário começou por volta das 16h15 e o réu ainda está sendo ouvido. Ele é o quarto e último a depor neste sábado (28), sexto dia de julgamento

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Foto: TV Vitória
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O último réu a ser ouvido neste sexto dia de julgamento foi Hilário Frasson, ex-marido de Milena Gottardi e acusado de mandar matar a médica. Hilário é o quarto a ser interrogado neste sábado (28) e o depoimento já dura três horas. 

Hilário negou qualquer tipo de participação no caso e contou um pouco sobre como estava a situação entre ele e Milena. 

"Não mandei, não mandaria. Estávamos separados nessa época. Já tinha saído de casa para que ela ficasse com as crianças. Fiquei surpreso por ela ter entrado na justiça e saído de casa daquela forma."

Relação com Milena

Quando questionado sobre a postura agressiva e obsessiva por Milena, Hilário disse que nunca ultrapassou nenhum limite e que não monitorava a vida da ex-mulher. 

"Sempre fomos amigos, sinceros. Sempre buscamos viver em família, um ajudar ao outro...nos projetos que a gente tinha na vida. Sempre nos respeitamos. Tivemos alguns desentendimentos, mas, com toda sinceridade, nada que pudesse ultrapassar os limites de um casal. Sempre mantivemos um contato diário. Ou por telefone ou presencialmente. Quando ia buscar ou levar nossas filha na escola ou por outras coisas. Sempre nos falamos, sempre."

Hilário afirmou que tinha um rastreador no carro de Milena, mas que foi feito com consentimento de ambos. Ele negou sobre reuniões com Dionathas e Valcir. 

Dia do crime

Sobre o dia do crime, Hilário deu detalhes sobre a ligação que fez pela manhã a Milena e sobre como ficou sabendo da morte da médica. 

"Liguei para Milena às 10h30 pq sabia que era um horário que ela poderia atender. Eu disse na ligação: 'Estou te ligando porque me deu mais uma vez vontade de falar com você. Vamos voltar, vamos continuar tentando. Eu te amo' A gente se tratava de amor. E ela disse: 'Ô amor, você sabe que não dá. Não vamos conversar sobre isso por telefone não' Enquanto esperava as meninas liguei para Milena e depois liguei para o meu pai. Liguei para avisar que não iria na casa dele levar minhas roupas e que não dormiria lá. "

"Eu coloquei elas no carro e primeiro fui em uma sorveteria por perto, descemos e tomamos sorvete. Inclusive compramos um para levar para Milena. Passeamos um pouco pela Praia do Canto na intenção de comprar uma blusa para a Milena.  Eu sempre amei minha esposa, nunca desisti dela e da nossa família. 

"E quando seguia para casa, eu recebi a ligação de um amigo em comum, um médico me perguntando onde eu estava. Falei que estava chegando em casa e ele me disse que Milena havia sido assaltada e levado quatro tiros. Eu falei: Não fala isso! A partir deste momento, indo para casa, passei a ligar para o celular da Milena e ela realmente não atendia"

Sites pornográficos

Hilário foi questionado sobre contato com uma garota de programa e ter entrado em sites pornográficos, ele disse que foi influenciado por um amigo.

"Dias após o ocorrido, eu tentando digerir tudo isso e na companhia de uma pessoa conhecida, ele me estimulou a procurar a companhia de outra pessoa. E num momento de extrema fraqueza, eu procurei. Realmente entrei em contato. Mas, não concretizei esse ato. Não cheguei até o fim."

"Eu participava de aproximadamente diversos grupos, com pessoas de idades diversas. Sou analfabeto digital. Sempre abria todas as mensagens e em alguma destas, acabei clicando em algum link. Não fiz pesquisa pornográfica. Não fiz e não faria principalmente naquele momento."

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