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Justiça da Argentina descarta acusação de lavagem de dinheiro contra Macri

Justiça da Argentina descarta acusação de lavagem de dinheiro contra Macri

Folha Vitória|Do R7

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Buenos Aires - A Justiça federal da Argentina declarou nesta segunda-feira que estava fora de suas atribuições seguir investigando o presidente Mauricio Macri por suposta lavagem de dinheiro, no âmbito da causa de supostas irregularidades com duas empresas do exterior que tiveram informações divulgadas a partir do vazamento de documentos confidenciais no Panamá. O juiz federal Sebastián Casanello, a cargo da investigação, afirmou que "a prova coletada na causa permitia...descartar a hipótese de lavagem de dinheiro como eixo da investigação".

Ao descartar a lavagem de dinheiro, a causa já não pode ser investigada pela Justiça federal na Argentina. Apesar disso, o presidente seguirá sob investigação em outro foro judicial por suposta omissão proposital em declarações anuais de impostos de sua participação acionária em duas companhias "fantasmas".

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Macri apareceu como membro da direção da companhia Fleg Trading LTD, sediada nas Bahamas, segundo o vazamento de milhões de documentos judiciais do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. Ele admitiu a existência da empresa, mas disse que era um negócio familiar do qual era acionista e que não recebeu pagamento algum, razão pela qual isso não foi incluído em sua declaração de impostos. Posteriormente, por meio de um registro público do Panamá, Macri foi vinculado à Kagemusha SA, companhia também radicada nesse país.

O juiz Casanello sustentou sua decisão com base em um informe da Unidade de Informação Financeira (UIF), órgão encarregado de prevenir a lavagem de ativos e o financiamento do terrorismo, que descartou o delito de lavagem de dinheiro, e também nos pedidos enviados a Bahamas, Panamá, Brasil e Uruguai, que não resultaram em nenhum dado relevante sobre a hipótese suspeitada, segundo a decisão.

Em relação ao delito de suposta omissão maliciosa das duas companhias fantasmas, Casanello remeteu o caso a um tribunal de instrução ordinário que tem a seu cargo uma investigação de longa data contra o atual mandatário por suposto enriquecimento ilícito. Fonte: Associated Press.

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