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Língua de mulher fica peluda e escura após antibiótico; entenda caso

Condição é benigna, ou seja, não apresenta dano para a saúde. Segundo os médicos que atenderam a paciente, ela pode ocorrer como efeito...

Folha Vitória|Do R7

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Uma mulher de 60 anos chamou a atenção de médicos, após dar entrada em um hospital apresentando um quadro de língua pilosa negra. Trata-se de uma condição clínica benigna, ou seja, inofensiva para a saúde. Ela é causada pelo acúmulo de células mortas na superfície das papilas gustativas. São elas as responsáveis por detectar o sabor, a sensibilidade e as temperaturas.

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No artigo, que foi publicado no portal de notíciais científico BMJ Case Reports, a paciente, que estava também com hepatite B, apresentava "hiperpigmentação cinzenta difusa em sua face, que não havia sido observada anteriormente".

Os médicos comentaram ainda que: "No exame de sua cavidade oral, uma mancha preto-acastanhada com proeminentes papilas linguais filiformes semelhantes a pelos cobria o dorso da língua e que era dolorosa".

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O fato é que durante um ano e dois meses, a paciente passou por um tratamento quimioterápico, devido a uma câncer retal com metástase no fígado com as drogas panitumumabe, irinotecano e 5-fluorouracil.

Paralelo a esse tratamento, a mulher também tomava um antibiótico, minociclina, todos os dias. O objetivo, prevenir lesões de pele que poderiam surgir como reação ao panitumumabe.

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Segundo os médicos, essa condição pode ocorrer como efeito colateral de vários medicamentos. Eles ainda ficaram em dúvida de qual dos dois medicamentos poderiam ter levado à essa situação: panitumumabe ou minociclina. A suspeita é de que o que possa ter levado à condição é o antibiótico por causa da pigmentação cinza difusa no rosto, característica do efeito colateral da minociclina. 

"...A minociclina fica preta quando oxidada e pode causar descoloração da pele. A pigmentação da pele induzida pela minociclina é um efeito colateral dose-dependente bem documentado, com incidência que varia de 3% a 15%", escreveram.

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A mulher foi orientada a parar o antibiótico. Depois de seis semanas, a pigmentação do rosto e da língua "melhoraram acentuadamente".

*Com informações do R7

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