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Por crise, faculdades pedem redução de vagas no vestibular

Por crise, faculdades pedem redução de vagas no vestibular

Folha Vitória|Do R7

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São Paulo - Com recursos escassos, faculdades da Universidade Estadual Paulista (Unesp) têm apelado à reitoria para reduzir o número de vagas oferecidas no próximo vestibular. A administração reconhece os pedidos, mas recusou as solicitações. A instituição enfrenta grave crise financeira desde 2014.

A Faculdade de Odontologia, em Araçatuba, pediu a suspensão da oferta de 30 vagas da graduação à noite. O curso teve concorrência de 18,5 candidatos por vaga no último vestibular - mais do que o diurno da mesma unidade (11,1 por vaga).

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Em documento enviado à reitoria, a Faculdade de Odontologia atribui o interesse em congelar vagas às restrições orçamentárias dos últimos anos, "além do grande número de aposentadorias sem reposição e da previsão de aposentadoria de mais de 10 servidores em 2017".

A Unesp recebe cota de 2,34% da arrecadação paulista de ICMS. Com a crise econômica, o recolhimento do imposto no Estado caiu 1,6%, em valores corrigidos, entre janeiro e maio, ante o mesmo período de 2016, o que impactou as contas da instituição.

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Alunos relatam que eles próprios têm de comprar alguns materiais usados em aulas práticas, que custam caro. Neste semestre, os universitários têm feito protestos contra a falta de estrutura. "A situação está tão complicada que a sensação é de que a faculdade está se autodestruindo", afirma Lucas Lourenço, recém-formado dentista pela faculdade e ex-integrante do movimento estudantil.

O Instituto de Artes, na capital, pediu suspensão de 30 vagas no curso noturno de licenciatura em Arte - Teatro. A proposta enviada era de alternar a oferta desse curso com o bacharelado em Artes Cênicas - Interpretação Teatral como saída para não fechar nenhum dos cursos.

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A Unesp de Rio Claro também pediu redução de vagas - nas graduações de Geologia e Matemática. Mas não apresentou justificativas, o que motivou a recusa da reitoria.

Segundo dados internos, a Unesp - que tem cerca de 3,8 mil docentes - tinha 850 vagas de professores não preenchidas em maio. Com a crise, as contratações estão restritas. No primeiro semestre, foram contratados 571 professores emergenciais. Para o próximo, a liberação de vagas ainda está em processo.

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Reitoria

A Unesp diz que, para Odontologia, há obrigação legal de manter a proporção de um terço das vagas à noite e dar oportunidade a quem não pode estudar durante o dia. Já a proposta do Instituto de Artes poderia prejudicar alunos que precisassem repetir disciplinas, por exemplo. Informa ainda que a política é manter o número de vagas, "mesmo em momentos de crise", por seu compromisso em formar "profissionais bem qualificados."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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