Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais
‌

Presos suspeitos de distribuir combustível para campanha eleitoral no ES

Presos suspeitos de distribuir combustível para campanha eleitoral no ES

Folha Vitória|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Folha Vitória - Cidades 4
Folha Vitória - Cidades 4 Folha Vitória - Cidades 4

Foto: Divulgação/PF

Quatro pessoas foram presas, após a realização de uma busca e apreensão em um posto de combustível no município da Serra, que investigava a distribuição de combustível com finalidade eleitoral. Dentre os presos, está o gerente do estabelecimento. Todos os suspeitos foram conduzidos para prestarem esclarecimentos pela Polícia Federal.

‌

Policias federais descaracterizados observaram que rotineiramente veículos com adesivos de candidatos efetuavam abastecimento sem que fosse realizado qualquer pagamento e mediante apresentação uma espécie de “Vale” ou “Requisição de Abastecimento”, recebido pelo frentista sem qualquer questionamento. Para a Polícia Federal, tal atitude revela que a prática seria previamente ajustada.

Para a investigação, a Polícia Federal apreendeu o sistema de monitoramento por imagens da movimentação no pátio do posto de gasolina, e documentos que evidenciam a prática reiterada de abastecimentos por veículos que ostentam adesivos de propaganda eleitoral.

‌

A PF diz ainda os cupons fiscais eram emitidos em nomes de "laranjas". Dois candidatos que teriam participação no esquema já foram identificados, mas os nomes não foram divulgados pela Polícia Federal.

A distribuição de combustível ou qualquer produto com finalidade eleitoral pode caracterizar o crime “compra de votos”, previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, cuja pena máxima prevista é de 04 anos de reclusão, e também pode ser aplicada a quem recebe, sem prejuízo das consequências eleitorais.

‌

A utilização de dados pessoais de “laranjas” para emissão “Cupons Fiscais” pode caracterizar a falsidade ideológica, prevista no artigo 299 do Código Penal, com pena máxima de 05 anos de reclusão, além de constituir forte indício da prática de “Caixa 2” e fraudes nas prestações de contas eleitorais. Segundo a PF, os suspeitos, em especial os candidatos supostamente beneficiados, serão identificados e chamados à Superintendência da Polícia Federal.

A PF afirmou ainda que, nos últimos dias, intensificou os trabalhos de investigação e repressão aos crimes eleitorais, havendo diversas equipes caracterizadas e descaracterizadas realizando investigações ostensivas e sigilosas em todo o Espírito Santo.

Mais detalhes sobre a operação serão repassados pela PF em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.