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Vítimas de crimes durante paralisação da PM podem processar o Estado, diz especialista

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Folha Vitória|Do R7

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Foto: ​Reprodução/TV Vitória

Diante da crise na segurança pública, inúmeras lojas e estabelecimentos estão sendo alvos de ações criminosas no Espírito Santo. De acordo com a Federação do Comércio e Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), até o momento o comércio já acumula prejuízo de aproximadamente R$ 90 milhões em todo o Estado. Além disso, a população também relata aumento no número de assaltos nas ruas.

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Contudo, as pessoas que tiverem algum prejuízo, em virtude da paralisação dos trabalhos da Polícia Militar, podem entrar com uma ação na Justiça contra o Estado, segundo o advogado Luciano Ceotto. Ele explica que a segurança pública é uma responsabilidade do Estado e direito do cidadão, em colaboração com todos.

"Essas pessoas podem entrar com ação decorrente do direito de amplo acesso à justiça e de petição. Esses atos, que comprovadamente têm relação com essa greve branca da polícia, as perdas de vidas humanas, os prejuízos decorrentes de atos de vandalismo, podem ser atribuídos à omissão genérica do Estado e, consequentemente, o Estado pode ser obrigado a repor esses prejuízos, explica. 

Segundo a estimativa, foram cerca de 270 lojas saqueadas ou depredadas até o momento. A Fecomércio promete disponibilizar um fundo de R$ 1 milhão aos lojistas que necessitarem fazer reparos emergenciais nos estabelecimentos que sofreram depredação.

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