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Força-tarefa tenta impedir nova onda de homicídios no Paraná

Cidades|Do R7

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Depois de 12 assassinatos em série no norte do Paraná, a Secretaria da Segurança Pública decidiu montar uma força-tarefa entre seus diferentes órgãos para evitar uma nova onda de homicídios. A Polícia Civil paranaense mantém sigilo absoluto em torno das investigações sobre as execuções.

Foram 12 mortes em Londrina e cidades vizinhas em menos de 24 horas. Antes dos ataques, um soldado do 5º Batalhão de Polícia Militar foi assassinado. O corpo do soldado Cristiano Botino, de 33 anos, foi sepultado ontem com honras militares. O secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita, não descarta a participação de policiais nos crimes. "Não descartamos nenhuma linha", afirmou.

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A polícia paranaense não revela antecedentes criminais das vítimas e laudos de necropsia. "É muito precoce falar das investigações, mas podemos dizer que todos os casos são tratados com absoluta prioridade", diz o delegado-geral, Julio Reis.

Um áudio veiculado por membros do setor de segurança pública indica que a morte do soldado teria sido praticada por pessoas ligadas a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que também atua no Estado. "Derrubaram vários dos nomes irmãos e a ordem é um salve geral (matar policial)", diz trecho.

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O secretário, entretanto, nega que a morte do PM teria sido ordenada pelo PCC. "Não há ordem de comando de facção", afirmou. Cinco PMs foram mortos no Estado neste ano.

Ação

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Policiais do Batalhão de Operações Policiais (Bope), Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Tático Integrado de Repressão Especial (Tigre) participam da operação em Londrina.

São cerca de 80 agentes, além de dois delegados especializados, deslocados para elucidar os crimes. Eles têm o apoio do Centro Integrado de Comando e Controle da Segurança Pública, que monitora mais de 2 mil câmeras de segurança de alta resolução.

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"O objetivo é lançar um esforço ostensivo e preventivo para manter o controle e restituir os padrões de criminalidade que estavam vigentes na cidade de Londrina", afirmou Mesquita.

A série de mortes provocou pânico na população. Mensagens se espalharam pelas redes sociais indicando toque de recolher e notícias sobre supostos novos ataques. Bares e pontos comerciais foram fechados.

Em um intervalo de seis dias, 19 pessoas foram assassinadas a tiros e outras 16, baleadas. Tudo começou na segunda-feira passada, quando um policial foi baleado na porta de uma farmácia. Na sequência do ataque, oito pessoas foram mortas. Na sexta-feira, o PM Botino foi atacado no próprio carro. Logo em seguida, dez pessoas foram mortas só em Londrina.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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