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Prefeitura acusa Santa Casa de cobrar e não prestar R$ 24 mi em serviços

Gazeta Digital|Do R7

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Santa Casa da Misericórdia
Santa Casa da Misericórdia Gazeta Digital

A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que é alvo de investigações do Ministério Público (MPE), teria recebido R$ 24,3 milhões e não prestado os serviços contratados. Além disso, pacientes encaminhados pela Central de Regulação não foram atendidos e voltaram para o final da fila, apesar dos procedimentos terem sido cobrados. Esses valores foram informados pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas, durante a oitiva da CPI dos Filantrópicos na tarde de quarta-feira (20).

Essas dívidas se referem aos anos de 2016, 2017 e 2018. O valor total é fruto de auditorias da Prefeitura de Cuiabá, Ministério da Saúde e Controladoria Geral do Estado (CGE) e a maior parte da dívida se refere a emendas parlamentares, que pela Legislação tem o recurso repassado antes da execução do serviço, devendo a instituição contratada apresentar prestação de contas após a realização dos procedimentos.

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“Tendo o relatório detalhado, chegamos ao total de R$ 24.366.261 que a Santa Casa nos deve em serviços e valores. Tivemos casos em que a regulação indicou o paciente para o hospital, que sinalizou que poderia atendê-lo, o hospital devolveu o faturamento, indicando que teria atendido, mas manda o paciente de volta para o final da fila”, afirma o secretário.

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Desses R$ 24,3 milhões em serviços não executados e dívidas, R$ 10,5 se referem a cirurgias, R$ 2,9 milhões de exames e diagnósticos eletrônicos, R$ 4,4 milhões de leitos de retaguarda, R$ 3,3 milhões em emendas parlamentares, R$ 497 mil em irregularidades no atendimento oncológico e R$ 3 milhões de empréstimo pessoal feito em setembro, que deveria ser pago até dezembro de 2018.

Além do recebimento irregular de recurso, a Santa Casa, segundo o depoimento do secretário, fazia que pacientes doentes voltassem para o final da fila de espera, enquanto o hospital afirmava à Prefeitura que o procedimento havia sido feito. A falta de fiscalização teria ocorrido no sistema de controle de faturamentos, que não averiguou se os serviços pagos foram, de fato, prestados.

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“A Santa Casa foi notificada pelo município. Já tomamos as providências que a forma legal nos permite. O pagamento de forma antecipada, no caso das emendas parlamentares, é exigência do Ministério da Saúde. Da mesma forma é feito com o Hospital Santa Helena, o Hospital de Câncer, o Hospital Geral, mas eles têm cumprido a pactuação e Santa Casa não cumpriu”, alega Possas.

Ainda de acordo com o secretário, existem conversas com a nova gestão da Santa Casa para que o valor devido seja pago em serviços em um prazo de até 3 meses, para que a partir de então se fale em novos repasses. “Se não cumprir, o município irá judicializar a cobrança”.

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Outro lado

O diretor administrativo da Santa Casa, Daniel Pereira, informou que assumiu o cargo recentemente e ainda não tem todas as informações para responder sobre essa questão. A atual prioridade seria o pagamento dos funcionários.

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