Cidades Governo de GO diz que 99 presos ainda estão foragidos após rebelião

Governo de GO diz que 99 presos ainda estão foragidos após rebelião

Superintendente negou que motivo do motim foi a falta de água no presídio

Governo de GO diz que 99 presos ainda estão foragidos após rebelião

Presos são rendidos após rebelião em GO

Presos são rendidos após rebelião em GO

Reprodução SSP/GO

O superintendente executivo de Administração Penitenciária de Goiás, tenente-coronel Newton Castilho, informou nesta terça-feira (2) que 99 presos continuam foragidos após a rebelião de ontem. O motim resultou na morte de nove pessoas e deixou 14 feridos, em Aparecida de Goiânia (GO).

Ao todo, pelo menos 242 presos fugiram das celas, segundo Castilho. "Foram capturados cerca de 143 presos — destes, 90 estavam dentro do presídio. São presos que só saíram da ala por questão de sobrevivência, mas que estavam dentro da prisão", explicou.

De acordo com o superintendente, os presos da ala C (ao todo, 449) invadiram as alas A, B e D na tarde de segunda-feira (1°). “A partir daí, desencadearam os óbitos e a carbonização de nove presos”, informou.

Pelo menos 14 encarcerados ficaram feridos — seis ainda estão no Huapa (Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia) e um na UTI. Segundo a administração, a capacidade prisional é de 530 presos. No entanto, há cerca de 768 encarcerados.

O tenente-coronel informou que o motivo da rebelião não foi a falta de água no presídio. “Eu estive no domingo (31) no presídio e todo o sistema estava sendo abastecido com três caminhões de água. Na segunda-feira (1°), de fato, faltou o abastecimento devido ao feriado, mas foi sanado no próprio dia. Mas não foi o fator motivador para se rebelarem, pois continha água lá”, afirmou.

Após a rebelião, a administração do presídio constatou um buraco em uma das paredes da ala C. “A estrutura não oferece segurança adequada, no sentido de concreto e ferragens, que impeça a abertura de um orifício”, disse o tenente-coronel. “A disposição é bem frágil e a solução, ao meu ver, é a regionalização e implementação de presídios projetados dentro do padrão nacional”, acrescentou.

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