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Governo do Acre fecha abrigo de haitianos em Brasileia

Refugiados agora terão que seguir viagem até a capital, Rio Branco

Cidades|Da Agência Brasil

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Haitianos são encaminhados para empregos em outros Estados
Haitianos são encaminhados para empregos em outros Estados

O governo do Acre determinou a desativação do abrigo de haitianos em Brasileia, ao sul do Estado. O antigo abrigo será substituído por um novo, na capital, Rio Branco. Segundo o secretário de Direitos Humanos acriano, Nilson Mourão, o abrigo de Brasileia deverá ser fechado neste final de semana.

Para os novos imigrantes que entrarem no Brasil pela fronteira do Acre, a orientação é a de que sigam viagem até Rio Branco para providenciar documentação. Até então, Brasileia e Epitaciolândia eram as cidades que faziam o primeiro acolhimento dos estrangeiros.

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A estimativa é que pelo menos 20 mil haitianos tenham passado por Brasileia, aumentando a demanda por serviços. Até agora foram gastos R$ 15 milhões no acolhimento dos haitianos. O secretário comentou a decisão do governo.

— Brasileia é uma cidade pequena, que estava tumultuada com a quantidade de imigrantes e lidando com a situação há quatro anos. O governo entendeu que a alternativa é enviá-los para Rio Branco. Os imigrantes não vêm para ficar. O Estado [Acre] é a porta de entrada.

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Nos abrigos, os estrangeiros recebem alimentação, documentação, serviço de atenção à saúde e oferta de trabalho por parte de representantes de empresas que visitam o local. Com o fechamento do abrigo, desde a semana passada, 950 estrangeiros deixaram Brasileia rumo a São Paulo e aos estados da região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

— Eles [os estrangeiros] sabem para onde vão, têm roteiros, eles não vêm sem ter isso. Há quem fique em São Paulo, muitos outros vão para o Sul.

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