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Greve de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba afeta 2,3 milhões de passageiros

Os motoristas pedem um aumento salarial real de 16% e os cobradores querem reajuste de 22%

Cidades|Do R7

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Ônibus não estão circulando em Curitiba desde a 0h desta quarta
Ônibus não estão circulando em Curitiba desde a 0h desta quarta

Os motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba começaram uma greve geral à 0h desta quarta-feira (26). De acordo com o Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), a greve atingiu todas as empresas da cidade. 

A Prefeitura de Curitiba confirmou que a paralisação atingiu 100% da frota operante, que é de 1.940 ônibus. Por dia, são 21 mil viagens e 2,3 milhões de passageiros transportados pela Rede Integrada de Transporte de Curitiba que atende também 13 municípios da região metropolitana.

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Segundo informações do site do sindicato, os motoristas pedem um aumento salarial real de 16% e os cobradores de 22%. Antes da realização da assembleia que decidiu pela paralisação, Anderson Teixeira declarou que há três meses a categoria busca um acordo com as empresas.

— Ficamos decepcionados com o rumo da negociação tendo em vista que há três meses buscamos acordo, os trabalhadores merecem uma valorização maior já que possuem uma defasagem salarial e precisam de melhorias nas condições de trabalho.

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Ainda de acordo com Teixeira, o objetivo da categoria era chegar a um acordo. 

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— Sabemos o quão prejudicial é uma paralisação do transporte público, mas hoje vamos para a assembleia com uma insatisfação grande.

Após assembleia realizada na noite desta terça-feira (25), os trabalhadores decidiram pela greve por tempo indeterminado. 

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Decisão judicial

Antes mesmo da deflagração da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, a Justiça do Trabalho determinou que, em caso de paralisação, "as empresas operadoras mantenham no mínimo 70% da frota operante nos horários de pico e 40% fora dos horários de pico".

Segundo informações da Prefeitura de Curitiba, a decisão foi da juíza Anelore Rothemberger Coelho, da 18ª Vara do Trabalho. A ação foi movida pela Urbs (Urbanização de Curitiba) para garantir um atendimento mínimo, em caso de greve.

O número de ônibus que estará nas ruas em cada linha será monitorado em tempo real no Centro de Controle Operacional, cujos registros e imagens poderão comprovar se a decisão da Justiça do Trabalho está efetivamente sendo cumprida.

Alternativa

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a Urbs está cadastrando carros particulares para atuar com transporte alternativo durante a greve de motoristas e cobradores. O cadastramento foi iniciado às 6h desta quarta-feira, quando se confirmou o descumprimento de ordem judicial que determina a operação de frota mínima durante a greve. 

Os veículos cadastrados serão autorizados pela Urbs a fazer transporte alternativo podendo cobrar, no máximo, R$ 6 por pessoa. O cadastramento está sendo feito na área de táxi, na ala ferroviária,da rodoferroviária, com acesso pela trincheira que fica embaixo do prédio da Urbs. O acesso será liberado por agentes de trânsito mediante identificação do motorista.

Os carros devem estar em boas condições e os que não têm registro na Urbs passarão por uma vistoria dos técnicos da empresa que também vão conferir a documentação pessoal e do veículo — carteira de motorista, RG e CPF.

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