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Grupo protesta durante julgamento de acusados de morte de extrativistas no Pará

Sentença dos três acusados deve sair nesta quinta-feira; 28 testemunhas depõem

Cidades|Do R7, com Agência Estado

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Protesto no último dia de julgamento de acusados pela morte de extrativistas
Protesto no último dia de julgamento de acusados pela morte de extrativistas Tarso Sarraf 2013

Um grupo realiza uma manifestação em frente ao Fórum de Marabá (PA), onde ocorre nesta quinta-feira (4) o julgamento dos envolvidos na morte do casal extrativista José Claudio e Maria do Espírito Santo. Em 2011, eles foram executados a tiros por denunciar extração ilegal de madeira e grilagem de terra no assentamento onde viviam. A primeira audiência ocorreu na quarta-feira (3) e vários protestos também foram feitos. A sentença deve sair hoje.

Os denunciados José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento são julgados por um tribunal do júri pelo duplo homicídio. De acordo com a promotoria, o assassinato do casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo foi motivado por disputa de lotes de terra onde funcionava o projeto extrativista.


Ao todo, serão ouvidas 28 testemunhas, sendo 14 de defesa e 14 de acusação. Nesta quinta-feira, a audiência começou por volta das 8h30. Durante o dia, os advogados devem apresentar a argumentação.

O caso


No dia 24 de maio de 2011, José Cláudio e Maria do Espírito Santo conduziam uma moto na zona rural de Nova Ipixuna, no Pará, quando foram emboscados e alvejados por disparos de cartucheira. José Cláudio, ainda vivo, teve sua orelha arrancada.

O MP alega que a vítima vinha sendo ameaçada por José Rodrigues, que teria adquirido um lote de terra na área onde funcionava o projeto extrativista, sem conseguir, no entanto, que os posseiros desocupassem o terreno.


Os qualificadores da acusação de homicídio são motivo torpe (disputa de terras), uso de meio cruel (José Cláudio teve a orelha arrancada) e emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas (emboscada).

Defesa

Os três réus estão presos preventivamente desde setembro de 2011. No interrogatório judicial, eles negaram qualquer participação no crime. José Rodrigues argumentou que o equipamento de mergulho encontrado em sua casa pertencia a outra pessoa - próximo aos corpos do casal de extrativista, foi encontrado uma máscara de mergulho. Já Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento disseram que não estavam em Nova Ipixuna no dia do assassinato.

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