IBGE: 12% das casas em favelas no Brasil ficam às margens de córregos e rios
Ocupação desse tipo de terreno impacta negativamente o meio ambiente
Cidades|Do R7

As casas em ocupações às margens de rios, córregos, lagos ou lagoas representam 12% do total de domicílios em favelas de todo o Brasil. Os números são de um estudo sobre moradias em comunidades do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta quarta-feira (6).
Segundo o estudo, a ocupação desse tipo de terreno impacta negativamente o meio ambiente porque favorece a degradação de áreas importantes para a manutenção dos recursos hídricos e biológicos. A região metropolitana de São Paulo tem o maior número de casas em comunidades nesses locais: 148,6 mil.
Ainda em SP, a região da Baixada Santista concentra grande quantidade de favelas ocupando área de mangue, o que pode provocar desequilíbrio na cadeia alimentar aquática, segundo o IBGE. São mais de 5.000 casas nesse tipo de área.
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O Estado do Acre é o que, proporcionalmente, mais tem moradias de favelas em áreas fluviais: mais de 90%. Em Macapá (AP), o número de casas situadas em favelas nessas localidades é de 14,5 mil, o que representa 83% do total de moradias em comunidades na região metropolitana.
Os pesquisadores constataram que a maior parte das casas é de palafita — construções de madeira sobre estacas na água. É comum que moradores depositem entulho abaixo das residências para “aterrar”, por isso, segundo o estudo, pode ser que algumas casas hoje em “terra firme” tenham sido de palafita algum dia.
O IBGE encontrou casas feitas em palafita nas favelas da Maré (no Rio), e em Alagados (em Salvador).















