Ideólogo do Khmer Vermelho admite responsabilidade pela primeira vez
Regime matou um quarto da população do Camboja em menos de quatro anos entre 1975 e 1979
Cidades|Do R7

O ideólogo do regime do Khmer Vermelho, Nuon Chea, julgado por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade, admitiu nesta quinta-feira pela primeira vez sua responsabilidade em incidentes que deixaram dois milhões de mortos entre 1975 e 1979.
Ex-número dois do regime, Nuon Chea, de 86 anos, é um dos dois últimos acusados que ainda são julgados, após o falecimento em março de Ieng Sary, ministro das Relações Exteriores do ditador Pol Pot, aos 87 anos.
"Não tento evitar minhas responsabilidades", declarou durante seu julgamento diante do tribunal internacional de Phnom Penh, embora até o momento tivesse rejeitado todas as acusações que pesavam contra ele.
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"Como líder, devo assumir minha responsabilidade no dano causado ao meu país, o perigo ao qual foi exposto", afirmou, expressando "suas profundas condolências" às testemunhas que perderam familiares durante o regime de terror imposto pelo Khmer Vermelho.
No entanto, Nuon Chea minimizou seu papel explicando que, como responsável por propaganda e educação, não era informado de tudo.
O regime do Khmer Vermelho matou um quarto da população do Camboja em menos de quatro anos (1975-1979), esvaziando as cidades, suprimindo a moeda, a religião, a educação e afundando a sociedade no terror e na paranoia.
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