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Jovem que teve reação alérgica após cheirar pimenta recebe alta de UTI em hospital em Goiás

Em vídeo publicado nas redes sociais, mãe de Thais Medeiros diz se sentir 'aliviada' e conta que filha fará novos exames nesta semana

Cidades|Do R7

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Jovem estava internada em Goiânia
Jovem estava internada em Goiânia Arquivo pessoal

A jovem Thais Medeiros, 26 anos, que teve uma grave reação alérgica ao cheirar uma pimenta em fevereiro do ano passado, em Anápolis (GO), recebeu alta nesta terça-feira (6) da Unidade de Terapia Intensiva em que estava internada no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo. Pelas redes sociais, Adriana Medeiros, mãe da jovem, disse se sentir “aliviada” com saída da filha da UTI.

“Mais uma batalha foi travada pela Thais e ela está aqui com a gente, graças a Deus está bem. Vamos aguardar agora a gente poder ir para casa. Hoje a tarde [terça-feira] saiu vaga para o quarto. A Thais está bem, e estou com o coração aliviado. Ela está com as infecções controladas e amanhã deve fazer novos exames”, disse a mãe. Adriana agradeceu pelo carinho dos internautas, pelas orações e pelas doações que a família recebe.

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Alergia grave

Embora seja rara, a alergia a pimenta, assim como a qualquer outro alimento, pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida, a qualquer idade.

Mesmo pessoas que já tenham ingerido determinado alimento anteriormente estão sujeitas a ter alergia, pois nesses casos ocorre uma "desregulação" do sistema imunológico do entendimento do que seria normal e estranho, de acordo com a médica alergista e imunologista Brianna Nicolletti, do Hospital Albert Einstein.

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"Diante do contato com a estrutura do alimento (por pele, mucosa ou inalado), se ela for entendida imunologicamente como 'alergênica' e estranha, ocorre uma resposta com a produção de anticorpos contra a proteína daquele alimento (chamado de IgE), o que gera um processo inflamatório. A intensidade desse processo depende do quão sensível (alérgica) a pessoa é e se ela já estava previamente inflamada (por outro motivo)", diz Brianna.

A alergista diz que o tipo da pimenta não definirá a reação, assim como o tipo da pimenta não tem nenhuma relação com a frequência do quadro, sendo algo exclusivo entre a percepção do sistema imunológico quanto à proteína alimentar.

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