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Juiz aceita denúncia contra suspeitos de matar Bernardo

Pai e madrasta foram indiciados por planejarem a morte do garoto

Cidades|Do R7

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O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, e a madrasta, Gracieli Ugulini, são acusados de matar a criança
O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, e a madrasta, Gracieli Ugulini, são acusados de matar a criança

A Justiça acolheu denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul e abriu processo criminal contra os quatro acusados de envolvimento na morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos. A decisão foi tomada pelo juiz de direito da Comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, nesta sexta-feira (16).

O médico Leandro Boldrini, pai do garoto, a enfermeira Graciele Ugulini, madrasta, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, responderão como réus pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado — por motivos torpe e fútil, emprego de medicamente como veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima — e ocultação de cadáver. Boldrini também é acusado de falsidade ideológica por registro falso de ocorrência policial. E o motorista Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, de ocultação de cadáver.

O corpo de Bernardo foi encontrado enterrado em meio a um matagal no interior de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros da residência da família, que fica em Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul, no dia 14 de abril. Depois do inquérito policial, o Ministério Público concluiu que o pai foi o mentor do crime, executado pela madrasta e a amiga com aplicação de uma injeção letal durante viagem ao município vizinho.

O casal considerava a criança, filha de relacionamento anterior de Leandro, como um "estorvo". Além disso, segundo a acusação, queria se livrar do menino para ficar com a parte que lhe cabia dos bens da primeira mulher do médico.

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A defesa de Leandro sustenta que ele é inocente e que as provas contra o cliente, baseadas em um receituário e escutas telefônicas de diálogos entre familiares, são "fracas".

Graciele admite que o menino morreu em suas mãos, por aplicação "acidental" de dose errada de medicamentos e isenta Leandro de responsabilidade no caso. Edelvânia admite ter ajudado a ocultar o cadáver, mas nega ter participado do "evento morte". Evandro alega inocência.

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Nas primeiras etapas do processo, há prazo de dez dias para apresentação das alegações da defesa e, depois, de cinco dias, para manifestação do Ministério Público.

Posteriormente são ouvidos testemunhas e os réus. Ao final, o juiz pode considerar a acusação improcedente, absolver os réus ou condená-los, se entender que o homicídio foi culposo, sem intenção. Se entender que houve crime doloso, com intenção de matar, a decisão sobre a condenação ou absolvição dos réus caberá a um júri popular.

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