Justiça nega pedido de prisão em casa para suspeita de matar filha para ficar com genro
Recurso foi negado na semana passada e advogado entrará com outro
Cidades|Do R7

A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Célia Forti, acusada de ajudar o genro a matar a própria filha, em Apucarana (PR). O advogado José Teodoro Alves informou que entrou com o recurso depois que a suspeita tentou cometer suicídio dentro do presídio.
O pedido foi negado na semana passada e o advogado disse que entrará com um novo na próxima segunda-feira (8). Célia ficou dois dias hospitalizada depois de cortar os pulsos dentro da prisão.
A jovem Jéssica Carline Ananias da Costa foi morta com mais de 25 facadas, no dia 9 de maio. O marido, que é advogado e tem 26 anos, foi preso no dia do crime e confessou ter desferido as facadas. Ele acusa a sogra de ter ajudado no crime.
Ideia de matar filha partiu da mãe, diz genro
Segundo a polícia, o marido tinha a intenção de simular um latrocínio, roubo seguido de morte. As investigações revelam que a sogra ficou com a neta e dois homens foram chamados para levar o carro do casal, como em um assalto. Os dois envolvidos também foram presos.
Segundo o delegado, ficou evidente a participação da sogra no crime, porque os dois passaram a tarde em um motel e ela cuidou da criança para o genro cometer o crime.
A filha de Jéssica está com a avó paterna. A mãe do suspeito foi a única parente localizada pelo Conselho Tutelar que tem condições de assumir a guarda da menina de quatro anos.
A Justiça aceitou denúncia contra quatro pessoas acusadas de participação na morte da jovem. De acordo com a 2ª Vara Criminal da cidade, três envolvidos foram acusados de homicídio qualificado. Um quarto homem responderá por fraude processual, por ter ocultado provas do crime. Ainda não há previsão da data de julgamento.













