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Madrasta de Bernardo dispensou babá para não ser vista chegando sem ele, diz polícia

Delegada informou que inquérito do caso deve ser concluído na próxima semana

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Madrasta dispensou babá de Bernardo no dia em que garoto desapareceu
Madrasta dispensou babá de Bernardo no dia em que garoto desapareceu

No dia em que o menino Bernardo desapareceu, a madrasta Graciele Ugulini ligou para a babá do garoto e a dispensou de trabalhar. Para a delegada Caroline Machado, foi uma forma encontrada pela suspeita para evitar que a babá a visse chegando sem o menino em casa. Como a ligação foi feita ainda de manhã, a delegada disse acreditar que ela já tivesse planejado a morte.

Graciele justificou que Bernardo iria ficar na casa de um amigo quando retornassem de Frederico Westphalen (RS), onde o corpo foi encontrado no dia 14 de abril.


O inquérito sobre o caso deve ser concluído na próxima semana e a delegada adiantou que o pai e a madrasta serão indiciados por homicídio, mas não afirmou se culposo ou doloso, quando existe ou não a intenção de matar.

O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, e Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, estão detidos desde o dia em que o corpo da criança foi encontrado. Graciele confirmou em depoimento que fez a aplicação do medicamento Midazolam, mas que a morte do menino foi acidental. A amiga confessou que ajudou a esconder o corpo e ambas dizem que o pai não tem participação na morte. Para a polícia, Boldrini teria conhecimento do crime e quer apurar o que realmente cada um colaborou no caso.


O médico Leandro Boldrini disse que sua mulher, a enfermeira Graciele Ugulini, "odiava" seu filho do primeiro casamento, Bernardo, e se referia a ele como "uma semente do mal" que tinha "puxado aquela louca da mãe dele (Odilaine Uglione), que tinha se matado". As declarações constam no depoimento que Boldrini deu à polícia na prisão. A transcrição foi divulgada nesta quarta-feira (7), pelo site do jornal Zero Hora, que teve acesso ao documento.

O pai também contou que, na data de desaparecimento de Bernardo, foi comunicado por Graciele que o garoto dormiria na casa de um amigo. Segundo ele, o fim de semana do casal foi rotineiro. O médico contou ter ligado várias vezes para o celular do filho, sem sucesso. No domingo à noite, após procurar pelo menino e não encontrá-lo, registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Três Passos.


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Bernardo, de 11 anos, foi encontrado morto no dia 14 de abril. Graciele, que viajou ao município de Frederico Westphalen na companhia do garoto e voltou sem ele, isentou o médico de culpa e atribuiu a morte de Bernardo à ingestão "acidental" de calmantes. Edelvânia admite participação na ocultação do cadáver. Boldrini se diz inocente.

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