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Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos de idade em São Paulo

O velório será aberto ao público e ocorre neste sábado, no Salão Nobre do Theatro Municipal, das 18h às 22h, e continua no domingo (4), das 8h às 12h

Cidades|Estadão Conteúdo

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O maestro Roberto Tibiriçá Reprodução

O maestro Roberto Tibiriçá teve a morte anunciada neste sábado ( 3), aos 72 anos de idade. A causa do óbito não foi divulgada, mas o músico sofria com um câncer há ao menos dois anos.

A informação foi divulgada pelo perfil oficial do Theatro Municipal de São Paulo no Instagram. A entidade destacou que o legado de Roberto Tibiriçá “permanece na música brasileira, nas orquestras que regeu e, sobretudo, nas gerações de músicos que tiveram suas trajetórias marcadas por seu trabalho e dedicação à formação musical.”

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O velório será aberto ao público e ocorre neste sábado, no Salão Nobre do Theatro Municipal, das 18h às 22h, e continua no domingo (4), das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O sepultamento está previsto para as 13h de domingo, no Cemitério São Paulo.

Relação com a música começou na infância

Em entrevista à Rio TV Câmara, em 2017, Tibiriçá falou sobre sua paixão pela profissão: “[A regência para mim] é tudo, cara. Não é uma coisa de vaidade, é uma coisa de comando.”

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“Acredito que a regência e a orquestra são uma das profissões mais disciplinares que existem. O músico, na verdade, não pode falar; ele tem que tocar. E existe o gesto do regente, uma coisa meio neurótica. Eu falo ‘bom dia’; os músicos já se preparam. Eu relaxo, eles relaxam”, disse.

Aos 5 anos de idade, Roberto Tibiriçá ganhou seu primeiro piano de brinquedo, por influência da família — a mãe era música e a avó era pianista à época do cinema mudo.

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Ao longo das décadas, teve destaque à frente da Osesp, Orquestra Sinfônica Brasileira, de Minas Gerais, do Paraná e da Petrobrás Sinfônica. Fora do Brasil, regeu a Orquestra Simón Bolívar, na Venezuela.

Ao longo da vida, recebeu os prêmios APCA, Carlos Gomes e a Ordem do Ipiranga. Também foi agraciado com o título de Doutor por Notório Saber da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2024.

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Em 2005, tornou-se diretor do Instituto Bacarelli, à frente do projeto que consolidou a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Ele era ocupante da cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música, que assumiu em 2003. Desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música.

Entre suas influências, citava Eleazar de Carvalho (1912-1996) e os russos Dmitri Shostakovitch (1906-1975), Sergei Rachmaninoff (1873-1943), Serguei Prokofiev (1891-1953) e Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893).

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