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Ministro fala em levar presos de SC a prisões federais

Pelo menos 44 pessoas envolvidas com os ataques foram presos, segundo o governo

Cidades|com Agência Brasil

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Em coletiva de imprensa antes da reunião com a cúpula de segurança do Governo do Estado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apresentou duas estratégias possíveis, embora ainda não confirmadas: a transferência de presos do sistema penitenciário catarinense para prisões federais e o reforço da Força de Segurança Nacional. Segundo o governador em exercício, Nelson Schaefer, Santa Catarina não é refém dos criminosos.

— O estado de Santa Catarina não é, não poderá ser e não será refém da criminalidade. O estado não está nas mãos dos criminosos.

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O ministro da Justiça chegou a Florianópolis no final da tarde desta sexta-feira (3), depois de 61 ataques, para tentar ajudar o Estado a combater os ataques de grupos criminosos que ocorrem desde o último dia 26. Eles não esconderam que medidas serão adotadas. No encontro, serão definidas ações para conter a onda de atentados criminosos que atinge o estado há uma semana. Até às 19h20, a reunião ainda não havia acabado.

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O último atentado aconteceu na tarde desta sexta-feira, em Joinville. Criminosos armados invadiram um ônibus, obrigaram os três passageiros e o motorista a descerem e atearam fogo no veículo. Os bombeiros conseguiram apagar as chamas, mas não a tempo de destruir completamente o ônibus. Até à noite ninguém havia sido preso.

Com este último atentado, o número de ocorrências desde o dia 26 aumentou para 61, em 21 municípios. Segundo o balanço da Polícia Militar, foram feitas também oito apreensões de materiais suspeitos.

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Ao todo, 25 ônibus foram incendiados, 22 residências de policiais ou bases da polícia foram atacadas com tiros. 34 suspeitos de envolvimento presos, dois mortos e um agente penitenciário aposentado assassinado.

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Prisões

O governador em exercício de Santa Catarina, Nelson Schaefer Martins, informou que o Estado prendeu 44 pessoas envolvidas com os ataques a ônibus, delegacias, postos de polícia e a residências de policiais, que chegaram ao sétimo dia nesta sexta-feira. Segundo Martins, dez dos presos são adolescentes.

— Evitamos, com as ações, pelo menos nove atitudes de atentados. Conseguimos, com a integração de nossas inteligências, nos antecipar a esses fatos. Quando e onde não foi possível, as polícias, tanto Militar quanto Civil, agiram com rapidez. Como resultado, temos 44 prisões, sendo 34 de adultos e dez de adolescentes”, disse o governador.

Os ataques a ônibus, 25 foram incendiados até agora no Estado, motivaram o Sintraturb (Sindicato dos Rodoviários da Região Metropolitana de Florianópolis) a orientar motoristas e cobradores a recolher, a partir das 19h, desde a última quarta-feira (1º), todos os veículos que atendem a parte da Grande Florianópolis. Os últimos ônibus a circular saem do centro da cidade às 19h.

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis informou que, no próximo domingo (5), dia das eleições, os ônibus vão circular até as 19h. As seções estarão abertas para votação até as 17h. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) informou que não há nenhum plano para transporte de mesários, presidentes de mesa e demais profissionais envolvidos com a votação. Segundo o TRE, todos terão sido liberados por volta das 18h e que não haverá mais atividades nas zonas eleitorais após esse horário. Na quinta-feira (2), o governo do estado recusou apoio de tropas federais para reforçar a segurança durante as eleições.

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