Morre menina baleada ao tentar defender o pai em Goiás
Hospital confirmou que morte cerebral foi constatada no último domingo
Cidades|Do R7, com Rede Record

O Hospital de Urgências de Goiânia confirmou nesta segunda-feira (6) a morte cerebral da menina de 11 anos que foi baleada ao tentar defender o pai , em Aparecida de Goiânia (GO). Ela foi baleada na cabeça no dia 27 de abril. Segundo boletim médico, a morte foi constatada às 20h do domingo (5).
A vítima estava com a irmã, de 14 anos, e com o pai, que se desentendeu com o proprietário da pizzaria. Os tiros acertaram a perna e cabeça da criança. A bala atravessou a cabeça da menina. Ela não apresentou nenhuma melhora desde o início da internação. Os médicos informavam que ele tinha menos de 10% de chance de sobreviver.
A Justiça determinou nesta terça-feira (30) a prisão preventiva do dono de uma pizzaria que cometeu os disparos. Ele chegou a se apresentar à polícia na madrugada de domingo, mas como não houve prisão em flagrante, foi liberado e agora está foragido.
Ele disse que achava que o pai da menina estava armado, versão que não convence a polícia, segundo a delegada Marcela Cordeiro.
— Ele sempre com a arma em punho e, quando vai atirar, ele mira na altura da cabeça das vítimas. Então dizer que ele não quer atingir e, pela distância que eles estavam, é um pouco impossível falar que ele não queria atingir alguém.
Sinomar Firmino Lopes, pai de Kéroly Alves, de 11 anos, diz que não usou a filha de escudo na confusão e afirmou estar arrependido.
— Jamais eu iria querer que acontecesse isso com a minha menina. Queria que acontecesse comigo, queria ter levado aquele tiro dela.
O advogado que defendia o dono da pizzaria abandonou o caso. A família ainda não informou horário e local do sepultamento de Kéroly.















